Treinamento Ambientes Frios - Exposição e Trabalho em Câmara Fria

Curso Ambientes Frios – Exposição e Trabalho em Câmara Fria

Curso Segurança no Trabalho em Ambientes Frios - Exposição e Trabalho em Câmara Fria - 08 horas

Cód: 9821

Curso Ambientes Frios – Exposição e Trabalho em Câmara Fria
O curso Curso Ambientes Frios – Exposição e Trabalho em Câmara Fria, tem o objetivo de estabelecer os requisitos mínimos para a avaliação, controle e monitoramento dos riscos existentes nas atividades desenvolvidas na indústria de abate e processamento de carnes e derivados destinados ao consumo humano, de forma a garantir permanentemente a segurança, a saúde e a qualidade de vida no trabalho, sem prejuízo da observância do disposto nas demais Normas.

Condições e cuidados no trabalho em câmara fria:
A norma regulamentadora NR 36 determina que as câmaras frias devem possuir dispositivo que possibilite abertura das portas pelo interior sem muito esforço, e alarme ou outro sistema de comunicação, que possa ser acionado pelo interior, em caso de emergência.
Além disso, as câmaras frias cuja temperatura for igual ou inferior a -18º C devem possuir indicação do tempo máximo de permanência no local.

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08 hs EAD / 08 hs Presenciais

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Conteúdo Programático

Curso Ambientes Frios – Exposição e Trabalho em Câmara Fria

Introdução;
Exposição e Trabalho em Ambientes Frios;
Fisiologia da Exposição ao Frio;
Algumas considerações sobre temperatura corporal;
Efeitos à Saúde pela exposição ao frio;
Sintomas de exposição;
O que é hipotermia?;
Avaliação ambiental;
Limites de tolerância;
Requisitos de vestimenta;
Requisitos do EPI – Equipamento de Proteção Individual;
Limitação do tempo de Exposição;
Doenças causadas pelo frio;
Referências Bibliográficas;
Base Normativas aos dispositivos aplicáveis: NR 06, NR 15, NR 36;
Ambientes Frios – Exposição e Trabalho em Ambientes Frios
Complementos:
Exercícios práticos;
Percepção dos riscos e fatores que afetam as percepções das pessoas;
Impacto e fatores comportamentais na segurança;
Fator medo;
Consequências da Habituação do risco;
A importância do conhecimento da tarefa;
Entendimentos sobre Ergonomia;
Análise de posto de trabalho;
Riscos ergonômicos;
Avaliação Teórica e Prática;
Certificado de Participação;

Referências Normativas aos dispositivos aplicáveis e suas atualizações:
NR 36 – Segurança e Saúde no Trabalho em Empresas de Abate e Processamento de Carnes e Derivados;

ABNT NBR 15374 – Equipamento de refrigeração monobloco para câmaras frigoríficas,
ABNT NBR 16069 – Segurança em sistemas frigoríficos
ABNT NBR 16186 – Refrigeração comercial, detecção de vazamentos, contenção de fluido frigorífico, manutenção e reparos
ABNT NBR 16255 – Sistemas de refrigeração para supermercados — Diretrizes para o projeto, instalação e operação
ABNT NBR ISO 23953-2 – Expositores refrigerados

Curso Ambientes Frios – Exposição e Trabalho em Câmara Fria

Atenção:
EAD Ensino a Distância, Presencial e Semipresencial
Base Legal – Norma Técnica 54 Ministério do Trabalho
RESPONSABILIDADES – Como a capacitação em SST é obrigação trabalhista a ser fornecida pelo empregador a seus trabalhadores em razão dos riscos oriundos da atividade explorada, é de inteira responsabilidade do empregador garantir sua efetiva implementação, sujeitando-se às sanções administrativas cabíveis em caso de uma capacitação não efetiva ou ainda pela capacitação de má qualidade que não atenda aos requisitos da legislação. É indispensável observar que, ainda que se opte pela realização de capacitação em SST por meio de EAD ou semipresencial, é salutar que toda capacitação seja adaptada à realidade de cada estabelecimento. É que o trabalhador está sendo capacitado pelo empregador para atuar em determinado espaço, logo, uma capacitação genérica não irá atender às peculiaridades de toda e qualquer atividade econômica.veja na íntegra Nota Técnica 54 do Ministério do Trabalho MT Clique Aqui 

Carga Horária

Curso Ambientes Frios – Exposição e Trabalho em Câmara Fria

Participantes sem experiência:
Carga horária mínima = 16 horas/aula

Participantes com experiência:
Carga horária mínima = 08 horas/aula

Atualização (Reciclagem):
Carga horária mínima = 04 horas/aula

Atualização (Reciclagem): O empregador deve realizar treinamento periódico Anualmente  e sempre que ocorrer quaisquer das seguintes situações:
a) mudança nos procedimentos, condições ou operações de trabalho;
b) evento que indique a necessidade de novo treinamento;
c) retorno de afastamento ao trabalho por período superior a noventa dias;
d) mudança de empresa;
e) Troca de máquina ou equipamento.

Certificado: Será expedido o Certificado para cada participante que atingir o aproveitamento mínimo de 70% (teórico e prático) conforme preconiza as Normas Regulamentadoras.

Causas do Acidente Trabalho:
Falta de cuidados do empregado;
Falta de alerta do empregador;
Mesmo efetuando todos os Treinamentos e Laudos obrigatórios de Segurança e Saúde do Trabalho em caso de acidente de trabalho o empregador estará sujeito a Processos tipo:
1- Inquérito Policial – Polícia Civil;
2- Perícia através Instituto Criminalista;
3- Procedimento de Apuração junto Delegacia Regional do Trabalho;
4- Inquérito Civil Público perante o Ministério Público do trabalho para verificação se os demais trabalhadores não estão correndo perigo;
5- O INSS questionará a causa do acidente que poderia ser evitado e se negar a efetuar o pagamento do benefício ao empregado;
6- Familiares poderão ingressar com Processo na Justiça do Trabalho pleiteando danos Morais, Materiais, Luxação, etc.;
7- Tsunami Processuais obrigando o Empregador a gerar Estratégia de Defesas mesmo estando certo;
8- Apesar da Lei da Delegação Trabalhista não prever que se aplica a culpa em cooper vigilando mas apenas a responsabilidade de entregar o equipamento de treinamento (responsável em vigiar e na tem que realmente vigiar;
9- Não prever que se aplica a culpa em cooper vigilando ao Empregador mas apenas a responsabilidade de entregar o equipamento de treinar vale frisar que o Empregador também fica responsável em vigiar);
10- Quando ocorre um acidente além de destruir todo o “bom humor” das relações entre os empregados ou também o gravíssimo problema de se defender de uma série de procedimento ao mesmo tempo, então vale a pena investir nesta prevenção.
Salientamos que o empregado não pode exercer atividades expostos a riscos que possam comprometer sua segurança e saúde.
Sendo assim podem responder nas esferas criminal e civil, aqueles expõem os trabalhadores a tais riscos.

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Saiba mais: Curso Ambientes Frios – Exposição e Trabalho em Câmara Fria
As atividades de trabalho expostas a temperaturas baixas submetem o trabalhador aos danos causados pelo frio. Destacamos atividades realizadas em câmaras frigoríficas, trabalhos de embalagem de carnes e demais alimentos, operação portuária, nas quais se manuseiam as cargas congeladas e outros.
O trabalho em ambientes extremamente frios se constitui num risco potencial à saúde dos trabalhadores, podendo causar desconforto, doenças ocupacionais, acidentes e até mesmo morte, quando o trabalhador fica preso acidentalmente em ambientes frios ou imerso em água gelada.

Os trabalhadores devem estar protegidos contra a exposição ao frio de modo que a temperatura central do corpo não caia abaixo de 36°C.
Curso Ambientes Frios – Exposição e Trabalho em Câmara Fria:

As lesões mais graves causadas pelo frio decorrem da perda excessiva de calor do corpo e diminuição da temperatura no centro do corpo, o que chamamos de hipotermia.
A hipotermia e outras lesões causadas pelo frio podem ser evitadas se forem adotadas práticas adequadas para o trabalho nesta situação.
Roupas de frio, inclusive proteção para a cabeça, luvas mitenes e botas isolantes, devem ser usadas por pessoas expostas ao frio.

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REQUISITOS DOS EPI (Equipamento de Proteção Individual)
EPI tem a função de proteger individualmente cada empregado de possíveis lesões quando da ocorrência de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais.
Portanto, o EPI não evita os acidentes em si, mas protege o empregado quando o risco estiver ligado à função ou ao cargo do trabalhador e à exposição ao agente.
O risco está ligado ao tipo e à quantidade do agente, ao tempo de exposição e à sensibilidade do organismo do trabalhador.
Roupas de proteção são necessárias para a execução de trabalho realizado a uma temperatura de 4°C ou abaixo.
As vestimentas devem ser selecionadas de acordo com a intensidade do frio, o tipo de atividade e o plano de trabalho.
Devem ser usadas roupas compostas de camadas múltiplas, o 
que proporciona maior proteção que o uso de uma única peça grossa.
A camada de ar existente na roupa fornece isolamento maior do que ela própria. Em condições extremamente frias, nas quais usa-se proteção para a face, a proteção dos olhos deve estar separada dos canais de respiração (nariz e boca), de maneira a evitar que a umidade exalada embace os óculos.
Para o trabalho realizado em condições úmidas, a camada externa da roupa deve ser a repelente à água.
Se a área de trabalho não puder ser protegida contra o vento, deve-se usar uma roupa de couro ou de lã grossa facilmente removível.
Em condições extremamente frias, devem ser fornecidas vestimentas de proteção aquecidas.
As roupas devem ser conservadas secas e limpas visto que a sujeira enche as células de ar nas fibras das roupas, destruindo a sua capacidade de circulação do ar.

Enquanto o trabalhador estiver descansando em uma área aquecida, a respiração deve ser feita abrindo-se os fechos do pescoço, cintura, mangas e tornozelo.
Se não for necessária destreza manual, devem ser usadas luvas em temperaturas abaixo de 4°C para a realização de trabalho leve, e em temperaturas abaixo de -7°C para a realização de trabalho moderado. Para trabalho realizado em temperaturas abaixo de -17°C, devem-se usar mitenes. Sala para secagem de roupas.

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REQUISITOS DE VESTIMENTA
a) Roupa de baixo: é recomendado o uso de uma roupa de baixo de duas peças, como camiseta e short de algodão sob roupa térmica; o uso de uma camisa de gola olímpica próxima a pele sob uma roupa impermeável é indicado, pois retém o calor e permite ventilar quando a roupa de cima é aberta ou removida;
b) Meias: as de lã são as ideais; meias de elenca e acetato não devem ser utilizadas. Quando são usados dois pares, o que fica em contato com os pés deve ser menor que o que é colocado por cima. Evite dobrá-las; meias de acetato e proteção contra umidade;
c) Calças: devem ser utilizadas calças de lã, do tipo térmico ou com um forro especial. Os cintos devem ser evitados, pois podem apertar e reduzir a circulação. O uso de suspensórios é mais recomendado. As calças devem ser folgadas para permitir o uso de “minhocões”; Calçados com sola antiderrapante e forrados com lã;
d) Botas: para o trabalho em temperaturas frias, é recomendável usar botas de couro, com o forro de feltro, sola de borracha e palmilhas de feltro. As botas devem ser impermeáveis e as meias devem ser trocadas quando ficam molhadas de suor;

e) Conjunto composto por capote com capuz, gorro ivanhoé, calça, luvas e botas para trabalhos em ambientes extremamente frios.
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f) Camisa: uma camisa ou um suéter de lã sobre uma camiseta de algodão. Podem-se usar camisas normais e suéteres sobre a roupa de baixo e sob o capote;
g) Capote com capuz: deve ser folgado com cordão na cintura. As mangas devem ser folgadas. Calcula-se que 50% ou mais do calor do corpo é perdido através da cabeça e do pescoço. Um gorro de lã propicia ótima proteção. A lã propicia melhor calor, contudo as fibras sintéticas não perdem sua eficiência quando úmidas, como a lã. Quando for usado capacete de proteção, este deverá ser dotado de forro térmico. O capuz impede que o ar quente saia de volta do pescoço e passe pelo rosto. O capuz permite respirar ar mais quente que se formou no túnel e, também, amortece o vento.
h) Luvas ou mitenes: as mitenes oferecem maior proteção que as luvas, embora a destreza dos dedos fique prejudicada. As queimaduras por metal frio podem ser impedidas por luvas de nylon ou algodão, mas estas oferecem pouca proteção térmica, novamente, a lã parece ser o material ideal;
i) máscara (gorro invanhoé): a máscara é um equipamento vital no trabalho em vento frio. Uma máscara de esquiar com abertura para os olhos propicia melhor visibilidade que as máscaras com tubo, embora ambas sejam eficientes.
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EXPOSIÇÃO AO FRIO
FISIOLOGIA DA EXPOSIÇÃO AO FRIO
Como se sabe, em baixas temperaturas o corpo humano perde calor para o ambiente baixando a temperatura da pele e das extremidades; entretanto, o mecanismo termorregular atua de maneira a manter o equilíbrio homeotérmico do corpo. Se as perdas de calor forem superiores ao calor produzido pelo metabolismo, haverá a vasoconstrição periférica na tentativa de evitar as perdas em excesso; o fluxo sanguíneo é reduzido em razão direta da queda da temperatura, buscando o equilíbrio. Se no entanto a temperatura do interior do corpo baixar de 35°C, ocorrerá uma redução das atividades fisiológicas haverá diminuição da taxa metabólica, queda da pressão arterial e conseqüentemente da freqüência do pulso, entrando na fase do “tiritar”: tremor incontrolável que busca através da atividade muscular, (contrações musculares), a produção de calor para encontrar novamente o equilíbrio. Se a produção de calor for insuficiente, a temperatura do núcleo do corpo continuará a baixar, podendo o mecanismo termorregular perder a sua capacidade, o que ocorrerá abaixo de 29°C; as células cerebrais entrarão em depressão decrescendo as atividades do sistema nervoso central, este fenômeno é denominado hipotermia e tem conseqüências graves podendo chegar ao estado de sonolência, coma e posteriormente a morte.

Importante:
Se necessário a utilização de Máquinas e Equipamentos de Elevação é obrigatório, imediatamente antes da movimentação, a realização de:
01 – Elaboração da Análise Preliminar e Risco -APR
02 – Permissão de Trabalho (PT)
03 – Checar EPIs e EPCs
04 – Verificar o Manual de Instrução do Equipamento;
04 – Verificar o Laudo de Inspeção Técnica do Equipamento e dos Pontos de Ancoragem com ART
05 –  Manter Equipe de Resgate equipada;
06 – Reunião de segurança sobre a operação com os envolvidos, contemplando as atividades que serão desenvolvidas, o  processo de trabalho, os riscos e as medidas de proteção, conforme análise de risco, consignado num documento a ser arquivado contendo o nome legível e assinatura dos participantes;
a) Inspeção visual;
b) Checagem do funcionamento do rádio;
c) Confirmação de que os sinais são conhecidos de todos os envolvidos na operação.
07- A reunião de segurança deve instruir toda a equipe de trabalho, dentre outros envolvidos na operação, no mínimo, sobre os seguintes perigos:
a) Impacto com estruturas externas;
b) Movimento inesperado;
c) Queda de altura;
i) Outros específicos associados com o içamento.
08 – A equipe de trabalho é formada pelo(s) ocupante(s) do cesto, operador do equipamento, sinaleiro designado e supervisor da operação.
09 – A equipe de Resgate equipada deve permanecer a tempo de resposta dentro dos padrões  de  zero a 10 minutos.

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