Teste de LGE - Líquido Gerador de Espuma

Teste de LGE – Líquido Gerador de Espuma

Nome Técnico: Elaboração Técnica de Teste de LGE - Líquido Gerador de Espuma

Cód: 20899

O objetivo do Teste de LGE é determinar se o produto ainda está apto para uso assim como a NBR 15511 determina. Ele é dividido em ensaio laboratorial e ensaio de fogo, onde serão analisados os testes com mais exatidão de segurança. O teste, por si só, deve ser realizado, obrigatoriamente, em um laboratório de fogo que possua condições, profissionais e equipamento que estejam de acordo com ABNT NBR ISO/IEC 17025. O laboratorial visa priorizar: Massa Específica, PH, Índice de refração, Viscosidade, Capacidade de vedação, Expansão e Tempo de drenagem 25%.

Já ensaio de fogo devem ser feitos conforme a classe do LGE (HC, AV ou AR), ao realizar deve- se informar ao laboratório qual água disponível no sistema de combate a incêndio – saldada ou doce. Além disso, para definir os ensaios de fogo é necessário solicitar a informação sobre o risco protegido pelo Sistema de Proteção contra Incêndio, classe HC: Hidrocarbonetos (querosene, óleo diesel, gasolina etc.) e/ou a classe AR: Solventes polares (álcool, acetona, éter etc.).
Sistema de baixa pressão: são especificados para a proteção de incêndios bidimensionais em líquidos
Sistema de Alta pressão: são especificados tipicamente para sistemas onde o risco tem potencialidade de assumir características de um risco tridimensional.

Sistema de Proteção com Espumas de Alta Pressão:
Consiste em 4 componentes principais: LGE – Líquido Gerador de Espuma; Tanque tipo diafragma para o armazenamento do LGE, dimensionado conforme a aplicação; Proporcionador de espuma; Um ou mais Geradores de espuma de alta pressão. Este sistema básico opera somente a partir da pressão da água.
Funcionamento: A água entra no tanque onde envolve o diafragma interno, a pressão da água força o LGE que está dentro da bolsa formada pelo diafragma através de tubos perfurados colocados no centro do tanque em direção à saída desta tubulação de coleta do LGE de onde é direcionado para o proporcionador.
Simultaneamente  a água é direcionada para proporcionador na mesma pressão que o LGE. O efeito Venturi do proporcionador mistura –o com a água formado uma solução de 2,75% ou seja: 2,75 galões de LGE para 97,25 galões de água.
Coleta e Identificação de Amostras para Teste:
Tanques/ Containers/ Viaturas: A amostra deve ser representativa do LGE armazenado. Para assegurar uma amostra homogênea, é recomendável recircular o LGE dentro do tanque.
Carretas: Coletar uma amostra por carreta;
Bombonas/ tambores: da mesma marca, tipo e lote de LGE, selecionar de forma aleatória uma  bombona/ tambor preferencialmente  lacrado  e coletar a amostra;
Quantidade de Amostras: De acordo coma classe de LGE;
Verificação da Tabela de volume de Amostra/ Classe de LGE;
Inspeção do Recipiente para coleta:
Identificação;
Preenchimento de Formulário;
Teste:
Dividido entre o teste laboratorial e ensaio de fogo. Deve ser feito anualmente o teste laboratorial e o ensaio de fogo deve realizar-se a cada 3 anos ou quando houver reprovação do teste do laboratório.
O LGE sendo um agente essencial no combate ao incêndio, nada mais é que detergente utilizado como mistura: água doce, água do mar e água salobra.
Quando ocorre a dosagem de LGE na água, nas proporções 1%, 3% e 6%, a solução se forma, e a partir da aeração e agitação, surgem características físicas e químicas próprias, bem como resistência à alta temperatura.
Equipamentos necessário para o ensaio Laboratorial:
Termômetro;
Balão volumétrico;
Balança de precisão;
pHmetro;
Refratômetro; Viscosímetro rotativo;
Materiais:
Cicloexano P.A;
Álcool etílico anidro com teor álcool mínimo de 99° INPM;
Água destilada;

Referencia Normativas aos seus dispositivos aplicáveis e suas atualizações:
ABNT NBR ISO/IEC 17025 – Requisitos Gerais para Competência de Laboratórios de Ensaio e Calibração é uma norma para sistema de gestão em laboratórios;
ABNT NBR 15511 – Líquido Gerador de Espuma – LGE, de  baixa  expansão, para combate a incêndios em combustíveis líquido.
ABNT NBR 9695 – Pó para extinção de Incêndio;

Validade do Teste de LGE – Líquido Gerador de Espuma – Teste laboratorial recomendável realizar anualmente  e o Ensaio de Fogo realizar  a cada 3 anos ou quando houver reprovação do teste do laboratório.

 

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Saiba Mais sobre Teste de LGE – Líquido Gerador de Espuma:

ABNT NBR 15511 – Líquido gerador de espuma (LGE), de baixa expansão, para combate a incêndios em combustíveis líquidos;
Esta Norma estabelece os requisitos mínimos exigíveis para líquido gerador de espuma (LGE) utilizado no combate a incêndio em combustíveis líquidos, em instalações como aeroportos, navios, refinarias, indústrias de petróleo, petroquímicas, químicas e outras onde haja o manuseio, estocagem ou produção de combustíveis líquidos utilizados em suas atividades.

Este produto é amplamente utilizado na indústria de Óleo e Gás, ramos que apresentam provavelmente o maior risco de incêndios em todo o mundo. Devido ao processamento intensivo de líquidos inflamáveis, é de fundamental importância a existência de equipamentos e sistemas que apliquem esse tipo de espuma no combate a incêndios.

Os LGEs foram desenvolvidos na seguinte sequencia:
LGEs Proteinicos;
LGEs Fluoroproteinicos;
LGEs Sintéticos-Fluorados;
LGEs sem Fluor;
 LGEs Proteinicos:
Os LGEs Proteinicos foram desenvolvidos a partir de proteína animal. Apesar de possuírem característica superiores a espuma química, havia o inconveniente da baixa estabilidade de estoque. Com o tempo surgiram alternativas que tornou este LGE um pouco mais estável com a inclusão na sua formula de tensoativos fluorados, surgindo então os LGEs Fluoroproteinicos.

 LGEs Fluoroproteinicos:
Como o próprio nome diz, trata-se de uma mistura de proteína (animal) e Compostos Fluorados. Esta mistura deu um ganho muito grande de qualidade na espuma formada e também no LGE. O concentrado ganhou estabilidade em tempo de estocagem e a espuma ganhou em fluidez e resistência térmica. A partir disto foi apenas uma questão de tempo para que a proteína fosse substituída completamente, embora ainda hajam estoques deste tipo de LGE.

LGEs Sintéticos-Fluorados (AFFF):
Em sua ampla maioria, o LGE fabricado atualmente pertence a esta categoria, sendo totalmente sintéticos e fluorados. Os ganhos em performance foram enormes podendo ser enumerados alguns destes:

Maior estabilidade do concentrado em estoque.
Maior fluidez da espuma na superfície do líquido em chamas.
Possibilidade de uso com água doce do mar e salobra.
Uso conjunto com pó químico seco, permitindo um melhor sinergismo na extinção.
Melhor atuação em incêndio com derramamento de líquidos e incêndio “tridimensional”.
Rápido abate das chamas (Knock Down).

LGEs sem Fluor
Com a crescente preocupação em torno do meio ambiente, os estudos mais recentes sobre LGEs tem sido no sentido de desenvolver produtos livres de flúor. Notadamente verificou-se que os componentes fluorados presentes no LGE AFFF são PBT (Persistentes, Bioacumulativos e Toxicos). Já existem produtos no mercado que são livres de componentes fluorados.

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