Laudo de Análise Ringelmann

Laudo de Análise de Ringelmann

Nome Técnico: Elaboração de Inspeção Técnica de Análise de Ringelmann

Cód: 20805

Objetivo da Análise de Ringelmann: Serve para descobrir se o veículo ou equipamento está emitindo fumaça acima do permitido, utiliza-se a Escala de Ringelmann e compara-se com padrões estabelecidos pela legislação ambiental.
É apenas um método de referência colorimétrico, onde o nível de poluição é encontrado por contraste visual com um padrão. O uso deste método é normatizado na legislação ambiental brasileira e comumente utilizada para avaliação em campo, conforme a NBR 6016.  A CETESB, na qualidade de órgão delegado do Governo do Estado de São Paulo, para controle e preservação do Meio Ambiente, desenvolve rotineiramente, a fiscalização da emissão excessiva de fumaça preta, oriunda dos veículos automotores a óleo diesel.

O que é Análise de Ringelmann? É uma escala gráfica para avaliação calorimétrica de densidade de fumaça, constituída de seis padrões com variações uniformes de tonalidade entre o branco e o preto. Sendo Ringelmann a forma oficial, prevista por lei para realizar a avaliação, foi formulado também a Opacímetro; medidor eletrônico óptico que capta a fumaça emitida pelo motor a diesel por meio de uma sonda introduzida no mesmo; enviando os gases para uma câmara dotada de uma fonte de luz e um receptor.

A opacidade será resultado da quantidade de luz absorvida pela fumaça, sendo que zero equivale ao ar sem material particulado e, 100%, à fumaça totalmente saturada, que impede a passagem de qualquer luz.

 

Laudo de Análise de Ringelmann

Monitoramento da Escala de Ringelmann: cartão com um furo no centro, ao redor do furo são impressos cinco padrões de cinza, do mais claro até o preto. Usa-se olhando para o furo em direção aos veículos ou equipamentos que geram combustão e compara-se a cor da fumaça aos padrões de cinza. Através desses dados podemos iniciar quantitativamente a análise:

Procedimento para a coleta de dados;
A eletrônica do HIAC/ROYCO 245 A;
Contador de Partículas;
Isodiluidor;
Os ensaios em Campo;
Avaliação do Teor de Fuligem
Análise de ACI – Alternativo de Combustão Interno;
Monitoramento nos Equipamentos Gerados por Combustão;
Verificação Quantitativa  dos Poluentes emitidos pelos Equipamentos;
Medição e Graduação dos Poluentes Atmosféricos;
Avaliação Colorimétrica;
Conclusão.
Porque monitorar as fumaças de gases de combustão? A fumaça emitida por um veículo ou equipamento é o resultado da combustão do combustível no motor, ou seja, da reação do combustível com o oxigênio. Quando esta queima é completa, formam-se gás carbônico e água, que sairão pelo escapamento em forma de fumaça incolor.

Porém, quando há pouca entrada de oxigênio no motor, a combustão se torna incompleta, há perda de rendimento e formam-se monóxido de carbono (extremamente tóxico) ou carbono puro (fuligem), que acaba por escurecer a fumaça do veículo.

Referencias Normativas aos seus dispositivos aplicáveis e suas atualizações:
ABNT NBR 6016 – Gás de escapamento de motor Diesel – Avaliação de teor de fuligem com a escala de Ringelmann
ABNT NBR 5419 – Proteção contra descargas atmosféricas;
ABNT NBR 14489: Motor diesel – análise e determinação dos gases e do material particulados emitidos por motores do ciclo diesel;
CONAMA  N° 436 – Estabelece os limites máximos de emissão de poluentes atmosféricos para fontes fixas instaladas ou com pedido de licença de instalação anteriores;
CONAMA  N° 382 – Estabelece os limites máximos de emissão de poluentes atmosféricos para fontes fixas; 
NR-20 – Segurança e Saúde no Trabalho com inflamáveis e Combustíveis

 

 

 

 

 

Validade do Laudo de Análise de Ringelmann: É recomendável renovação anual ou se ocorrer evento que indique a necessidade de atualização do Laudo.

 

 

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Saiba Mais sobre o Laudo de Análise de Ringelmann:

O CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE – CONAMA, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, alterada pela Lei nº 8.028, de 12 de abril de 1990, regulamentadas pelo Decreto nº 99.274, de 6 de junho de 1990, e tendo em vista o disposto em seu Regimento Interno, e considerando o previsto na Resolução CONAMA nº 5, de 15 de junho de 1989, que instituiu o Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar – PRONAR; Considerando a necessidade do estabelecimento de limites máximos de emissão de poluentes do ar (padrões de emissão) em fontes fixas de poluição; Considerando, que o estabelecimento deste mecanismo, em nível nacional, constitui-se no mais eficaz instrumento de controle da poluição atmosférica, em conjunto com os limites máximos de emissão veiculares, já fixados pelo PROCONVE; e Considerando que, entre toda a tipologia industrial, os processos de combustão externa constituem-se no maior contingente de fontes fixas de poluentes atmosféricos, o que justifica ser a primeira atividade a ter emissões regulamentadas em nível nacional, resolve:

Art. 1o Estabelecer, em nível nacional, limites máximos de emissão de poluentes do ar (padrões de emissão) para processos de combustão externa em fontes novas fixas de poluição com potências nominais totais até 70 MW (setenta megawatts) e superiores.
§ 1o A definição de limites máximos de emissão é aquela dada pela Resolução CONAMA nº 5, de 15/06/89, que instituiu o PRONAR.
§ 2o Para os efeitos desta Resolução, fontes novas de poluição são aquelas pertencentes a empreendimentos, cujas LP venham a ser solicitadas aos órgãos licenciadores competentes após a publicação desta Resolução.
§ 3o Entende-se por processo de combustão externa em fontes fixas toda a queima de substâncias combustíveis realizada nos seguintes equipamentos: caldeiras; geradores de vapor; centrais para a geração de energia elétrica; fornos, fornalhas, estufas e secadores para a geração e uso de energia térmica; incineradores e gaseificadores.
Art 2o Para efeitos desta Resolução, ficam definidos os seguintes limites máximos de emissão para particulas totais e dióxido de enxofre (SO2), expressos em peso de poluentes por poder colorífico superior do combustível e densidade colorimétrica, consoante a classificação de usos pretendidos definidas pelo PRONAR.

2.1 Para novas fontes fixas com potência nominal total igual ou inferior a 70 MW
(setenta megawatts):
2.1.1 Áreas Classe 1
2.1.1.1 Áreas a serem atmosfericamente preservadas (Unidades de Conservação, com exceção das APA’s).
Nestas áreas fica proibida qualquer atividade econômica que gere poluição do ar.
2.1.1.2 Áreas a serem atmosfericamente conservadas (lazer, turismo, estâncias climáticas, hidrominerais e hidrotermais)
a) Partículas Totais – 120 (cento e vinte) gramas por milhão de quilocalorias.
b) Densidade Colorimétrica – Máximo de 20% (vinte por cento), equivalente à Escala de Ringelmann nº 1, exceto na operação de ramonagem e na partida do equipamento.
c) Dióxido de Enxofre (SO2) – 2.000 (dois mil) gramas por milhão de quilocalorias.
d) O limite de consumo de óleo combustível por fonte fixa, (correspondente à capacidade nominal total do(s) equipamento(s)), será de 3.000 toneladas por ano. Consumos de óleo superiores ao ora estabelecido ou o uso de outros combustíveis estarão sujeitoscontrole da poluição do ar – pronar RESOLUÇÃO CONAMA nº 8 de 1990

384 RESOLUÇÕES DO CONAMA RESOLUÇÕES DO CONAMA à aprovação do órgão estadual do meio ambiente, por ocasião do licenciamento ambiental.
2.1.2 Áreas Classe II e III
a) Partículas Totais –  350 (trezentos e cinqüenta) gramas por milhão de quilocalorias (para óleo combustível).
– 1.500 (hum mil e quinhentos) gramas por milhão de quilocalorias (para carvão mineral).
b) Densidade Colorimétrica – Máximo de 20% (vinte por cento), equivalente a Escala de Ringelmann nº 1, exceto na operação de ramonagem e na partida do equipamento.
c) Dióxido de Enxofre (SO2) – 5.000 (cinco mil) gramas por milhão de quilocalorias (para óleo combustível e carvão mineral).
2.2 Para novas fontes fixas com potência nominal total superior a 70 MW (setenta megawatts):
2.2.1 Áreas Classe I
Nestas áreas não será permitida a instalação de novas fontes fixas com este porte.
2.2.2 Áreas Classe II e III
a) Partículas Totais – 120 (cento e vinte) gramas por milhão de quilocalorias (para óleo combustível).
– 800 (oitocentos) gramas por milhão de quilocalorias (para carvão mineral).
b) Densidade Colorimétrica
– Máximo de 2% (vinte por cento), equivalente a Escala de Ringelmann nº 1, exceto na operação de ramonagem ou na partida do equipamento.
c) Dióxido de Enxofre (SO2) – 2.000 (dois mil) gramas por milhão de quilocalorias para óleo combustível e carvão mineral.
Art 3o Para outros combustíveis, exceto óleo combustível e carvão mineral, caberá aos órgãos estaduais de meio ambiente o estabelecimento de limites máximos de emissão para partículas totais, dióxido de enxofre e, se for o caso, outros poluentes, quando do licenciamento ambiental do empreendimento.
Art 4o Cabe aos órgãos estaduais de meio ambiente propor aos governos de seus respectivos estados o enquadramento de suas áreas Classe I e III, conforme já previsto na Resoluçãc CONAMA nº 5/89 e Resolução CONAMA nº 3/90.
Art. 5o O atendimento aos limites máximos de emissão aqui estabelecidos não exime o empreendedor do atendimento a eventuais exigências de controle complementares, conforme a legislação vigente.

Art 6o A verificação do atendimento aos limites máximos de emissão fixados através desta Resolução, quando do fornecimento da LO – Licença de Operação, poderá ser realizada pelo órgão ambiental licenciador ou pela empresa em licenciamento, desde que com acompanhamento do referido órgão ambiental licenciador.
Art 7o Os limites máximos de emissão aqui fixados são passíveis de uma 1a
revisão dentro de dois anos e, em seguida, a cada 5 (cinco) anos, quando também poderão ser, eventualmente, acrescentados outros poluentes gerados nos processos de combustão externa em fontes rixas.
Art 8o Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

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