Curso Plano de Rigger

Projeto de Plano de Rigger

Nome Técnico: Elaboração Projeto de Plano de Rigger

Cód: 14435

O Projeto de Plano de Rigger é fundamental para que seja realizado o procedimento correto de movimentação das cargas no local de trabalho, para isso é necessário um estudo minucioso e técnico. O Rigger deverá proceder a diversos estudos e cálculos complexos, principalmente em equipe, engenheiros especialistas em fundações, engenheiros de segurança das obras, engenheiro especialista em estruturas e o supervisor de rigging.

O que é Plano de Rigging? É o nome dado ao processo de planejamento para atividades de içamentos de cargas – formalizado de uma movimentação de cargas com guindaste móvel, visando a otimização dos recursos (equipamentos, acessórios e manobra) aplicados na operação para evitar acidentes e perdas de tempo.

Análise Necessária: A movimentação de cargas exige análises apuradas, cálculos, planejamento na elevação, técnicas de amarração, análise de materiais empregados, pesos e medidas, enfim são procedimentos complexos que exigem muita expertise do profissional. 

Escopo do Serviço: Projeto de Plano de Rigger.
No planejamento estuda-se também melhor opção custo-benefício e a melhor forma de executar o projeto.
Memórias de cálculo;
Desenhos técnicos;
Análises das condições do solo;
Análises da ação do vento;
Estudos da carga a ser içada;
Estudo das máquinas disponíveis e dos seus acessórios;
Verificação da resistência do terreno;
Análise da resistência de carga para o içamento;
Análise para capacidade de suporte do guindaste;
Estudo e análise de dispositivos especiais;
Estudo dos equipamentos empregados.
– Um recurso de planejamento trata-se de um documento onde podemos ver cálculos, desenhos, orientações, dados financeiros, tudo que falamos acima. O desenho do plano de rigging deverá conter no mínimo as seguintes informações necessárias à execução de operação:
Definição do guindaste;
Configurações do guindaste (lança, contrapeso, jib, cabos, moitões, etc.,);
Acessórios (estropos, manilhas, balanças, esticadores, madeiras, dinamômetro, etc.);
Raio de giro;
Posição da peça e do guindaste;
Capacidade do guindaste na situação proposta;
Peso da peça e acessórios;
Providências adicionais (ex.: acompanhamento topográfico, guinchos, “mats”,etc.);
Folga (%) capacidade em relação à carga.

Normas Regulamentadoras aos dispositivos aplicáveis e suas atualizações:
NR-11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais;

NR-18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria e Comércio;
ABNT NBR 13852 – Segurança de Máquinas – Distâncias de segurança para impedir o acesso a zonas de perigo pelos membros superiores;
ABNT NBR 11099 – Grampo Pesado para Cabo de Aço- Norma que fixa condições e requisitos mínimos exigíveis para a aplicação e aceitação e/ou recebimento de grampos para cabos de aço de seis pernas;
ABNT NBR 16593 – Ensaio não destrutivo – Emissão acústica – Procedimentos para ensaio em cestas Aéreas isoladas;
ABNT NBR 16601 – Ensaio não destrutivo – Emissão acústica – Procedimentos para ensaio em guindaste articulados hidráulicos com ou sem Cesto Acoplado;
NR- 12 Anexo XII – Equipamentos de Guindar para Elevação de pessoas e realização de Trabalhos em Altura;

Normas Técnicas ABNT:
NBR ISO 4309 – Guindastes – Cabo de Aço – Critério de Inspeção e Descarte NBR 8400 – Cálculo de equipamento para levantamento e movimentação de carga;

ABNT NBR 16601 – Ensaio não destrutivo – Emissão acústica – Procedimento para ensaios em guindastes articulados hidráulicos com ou sem cesto acoplado;
ABNT NBR 16463-1 – Guindastes;
Parte 1: Requisitos para a elaboração de manuais de instruções;
ABNT NBR 16463 – Guindastes;
Parte 2: Identificações;
ABNT NBR 14768 – Guindastes – Guindaste articulado hidráulico – Requisitos;
ABNT NBR ISO 2408 -Cabos de aço para uso geral – Requisitos mínimos;
ABNT NBR ISO 8813 – Máquinas rodoviárias – Capacidade de levantamento de assentadores de tubos e pás-carregadeiras ou tratores de rodas equipados com lança lateral;
ABNT NBR 11436 – Sinalização manual para movimentação de carga por meio de equipamento mecânico de elevação – Procedimento;
ABNT NBR ISO 4309 – Equipamentos de movimentação de carga – Cabos de aço – Cuidados, manutenção, instalação, inspeção e descarte;
ABNT NBR ISO 4309 – Equipamentos de movimentação de carga – Cabos de aço – Cuidados, manutenção, instalação, inspeção e descarte;
ABNT NBR 8400 – Cálculo de equipamento para levantamento e movimentação de cargas – Procedimento;
ABNT NBR 8400 – Cálculo de equipamento para levantamento e movimentação de cargas – Procedimento.
Normas Petrobras:
N-1965 – Movimentação de Carga com Guindaste Terrestre

N-2869 – Segurança em Movimentação de Cargas
Norma Transpetro:
PE-3N0-00209 – Segurança em Serviço de Movimentação e Elevação de Cargas

Atenção:
NR 12.1.16 Os equipamentos de guindar que receberem cestos acoplados para elevação de pessoas devem ser submetidos a ensaios e inspeções periódicas de forma a garantir seu bom funcionamento e sua integridade estrutural.
12.1.16.1 Devem ser realizados ensaios que comprovem a integridade estrutural, tais como ultrassom e/ou emissão acústica, conforme norma ABNT NBR 14768:2015.
12.3.17 É proibida a movimentação de cargas suspensas no gancho do equipamento de guindar simultaneamente à movimentação de pessoas dentro do cesto acoplado.

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Saiba mais sobre Projeto de Plano de Rigger:
Por meio do estudo da carga a ser içada é possível determinar as máquinas disponíveis, dos acessórios a serem utilizados, condições do solo e ação do vento e quais as melhores soluções para fazer um içamento seguro e eficiente. É fundamental que o plano seja elaborado por um profissional com formação e conhecimento na área de movimentação de cargas, pois isso torna o plano mais confiável e seguro.
O Brasil não dispõe de uma legislação específica sobre o assunto, que regulamente a execução do plano de rigging, ou quanto ao profissional responsável pela sua elaboração, no entanto muitas empresas já adotam como procedimento obrigatório, por entenderem os riscos envolvidos tanto materiais, quando humanos. É importante levar em consideração a formação do Profissional que elabora o plano de rigging e se este possui registro junto ao CREA, uma vez que, na falta desta legislação, muitos trabalhos estão sendo realizados por profissionais pouco capacitados ou sem condições de se responsabilizarem legalmente pelo serviço prestado (emissão da ART).
A NR 18 (NR 18.14.24.17 A implantação e a operacionalização de equipamentos de guindar devem estar previstas em um documento denominado “Plano de Cargas” que deverá conter, no mínimo, as informações constantes do Anexo III desta NR – “PLANO DE CARGAS PARA GRUAS”. (Inclusão dada pela Portaria SIT/DSST nº 114/2005) preconiza a obrigatoriedade da elaboração de plano de Rigging para movimentações de carga. O problema é que essa normatização se resume a um único item relacionado a guindastes de torre. Quando se analisa o glossário (NR 18.39) e as diretrizes do plano de carga desses equipamentos, no anexo III da referida norma, observa-se que eles possuem muitas diferenças em relação aos guindastes móveis sobre rodas.
Além disso, as tabelas de cargas dos fabricantes de guindastes sobre rodas apresentam diferenças de especificações. Por esse motivo, é necessária uma regulamentação também para a movimentação de cargas com esse equipamento, pois, conforme estatísticas divulgadas pelo site norte-americano Crane Accidents (www.craneaccidents.com), o número de acidentes com essa máquina é muito alto, principalmente em função da falta de planejamento prévio da operação.

É por obrigação:
Os profissionais habilitados e envolvidos têm por obrigatoriedade realizar o planejamento das operações afim de minimizar erros e acidentes no local de trabalho. A norma NR12 possui um item específico (12.132) que preconiza esse dever: 12.132 Os serviços que envolvam risco de acidentes de trabalho em máquinas e equipamentos, exceto operação, devem ser planejados e realizados em conformidade com os procedimentos de trabalho e segurança, sob supervisão e anuência expressa de profissional habilitado ou qualificado, desde que autorizados. (Alterado pela Portaria MTPS n.º 509, de 29 de abril de 2016)
12.132.1 Os serviços que envolvam risco de acidentes de trabalho em máquinas e equipamentos, exceto operação, devem ser precedidos de ordens de serviço – OS – específicas, contendo, no mínimo: (Alterado pela Portaria MTPS n.º 509, de 29 de abril de 2016)
a) a descrição do serviço;
b) a data e o local de realização;
c) o nome e a função dos trabalhadores; e
d) os responsáveis pelo serviço e pela emissão da OS, de acordo com os procedimentos de trabalho e segurança.
12.132.2 As empresas que não possuem serviço próprio de manutenção de suas máquinas ficam desobrigadas de elaborar procedimentos de trabalho e segurança para essa finalidade. (Alterado pela Portaria MTPS n.º 509, de 29 de abril de 2016)
Ações individuais:
A elaboração do plano de rigging, nas grandes empresas, geralmente se baseia em parâmetros estabelecidos por elas próprias, tais como, a altura do içamento, o peso e geometria da carga, se o trabalho mobiliza um ou mais equipamentos e outras condições.

No que se refere à legislação sobre os responsáveis pela elaboração dos planos de carga, a Norma Regulamentadora NR 18 preconiza, no anexo III, que a obra tenha um profissional legalmente habilitado como responsável técnico pela manutenção e montagem da grua e pelos testes de resistência estrutural e eletromecânica desse equipamento. Nos planos de carga específicos para movimentações com guindastes móveis, os elaboradores geralmente são engenheiros capacitados.
Para que um estudo, planejamento ou especificação tenha caráter legal é necessária a abertura de uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) junto ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), conforme determina a Lei nº 6.496/1977, pois esse requisito é indispensável para todo serviço técnico envolvido em obras de engenharia.
Por meio da Resolução nº 218, de 29 de junho 1973, o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia define 18 atividades relacionadas às diferentes modalidades profissionais para os níveis de formação técnica, superior e de tecnólogo.   O   plano   de   rigging   pode   ser   enquadrado   como   estudo, planejamento, especificação e desenho e com isso caberia ao engenheiro exercer a atividade nº 02 (estudo, planejamento, projeto e especificação), relacionado à sua formação, enquanto os técnicos e tecnólogos se enquadrariam na atividade nº 18 (execução de desenho técnico conforme sua área de formação).

Importante:
Quando se tratar de Máquinas e Equipamentos de Elevação é obrigatório, imediatamente antes da movimentação, a realização de:
01 – Elaboração da Análise Preliminar e Risco -APR
02 – Permissão de Trabalho (PT)
03 – Checar EPIs e EPCs
04 – Verificar o Manual de Instrução do Equipamento;
04 – Verificar o Laudo de Inspeção Técnica do Equipamento e dos Pontos de Ancoragem com ART
05 –  Manter Equipe de Resgate equipada;
06 – Reunião de segurança sobre a operação com os envolvidos, contemplando as atividades que serão desenvolvidas, o  processo de trabalho, os riscos e as medidas de proteção, conforme análise de risco, consignado num documento a ser arquivado contendo o nome legível e assinatura dos participantes;
a) Inspeção visual;
b) Checagem do funcionamento do rádio;
c) Confirmação de que os sinais são conhecidos de todos os envolvidos na operação.
07- A reunião de segurança deve instruir toda a equipe de trabalho, dentre outros envolvidos na operação, no mínimo, sobre os seguintes perigos:
a) Impacto com estruturas externas;
b) Movimento inesperado;
c) Queda de altura;
i) Outros específicos associados com o içamento.
08 – A equipe de trabalho é formada pelo(s) ocupante(s) do cesto, operador do equipamento, sinaleiro designado e supervisor da operação.
09 – A equipe de Resgate equipada deve permanecer a tempo de resposta dentro dos padrões  de  zero a 10 minutos.

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