Serviço de Cabine Primária

Manutenção de Cabine Primária

Manutenção de Cabine Primária

Cód: 18050

Manutenção de Cabine Primária

A Manutenção de Cabine Primária tem como objetivo selecionar de forma simples e contundente o que é uma cabine primária, assim como o material necessário para manutenção preventiva e manutenção corretiva. Além dos conceitos básicos de uma subestação, seja exemplificado suas possíveis variações e os equipamentos que irão ser utilizados, de acordo com as características do sistema.

Análise Físico-Química e Cromatografia:
O transformador a óleo é constituído de uma isolação sólida, que representa na maioria das vezes uma base celulósica, e isolação líquida a qual seria óleo mineral isolante. A sua vida útil é exatamente a isolação devido a sua maior importância a esse elemento, e para sua manutenção são usadas as técnicas  de análise físico-química e cromatografia para os gases dissolvidos neste ambiente.

Manutenção da Cabine Primária:
Verificação dos conjuntos de manobra;
Verificar os itens que compõem a Cabine Primária;
Manutenção Corretiva da Cabine Primária;
Manutenção Preventiva e/ou Semestral quando contratada;

Para-raios:
Apertar fixações e verificar terminais;
Verificação da ligação para terra;
Certificar de limpar cuidadosamente o conjunto;
Inspecionar minuciosamente a porcelana quanto ás trincas e rachaduras;

Seccionadora  A.T:
Examinar articulações, pinos, molas e travas;
Reapertar ligações do cabo terra, conexões gerais e fixação da estrutura;
Averiguar lubrificação de partes móveis;
Verificar condições dos isoladores e suportes;
Aferir ajustes dos limites de abertura e fechamento;
Verificar intertravamento;
Certificar de limpar cuidadosamente o conjunto;
Verificar estado das facas;

Disjuntor A.T:

Checar os testes de operação manual e automática, alinhando fechamento dos contatos;
Certificar de limpar cuidadosamente o conjunto;
Examinar extintores de arco;
Examinar todas as partes metálicas quanto à corrosão ou falhas metálicas;
Verificar vazamento;
Averiguar fluído do relé primário de sobrecorrente e completar, se necessário;
Inspecionar fiação, reapertando as conexões da fiação de comando;
Verificar nível do óleo, completando se necessário;
Verificar intertravamento;
Aferir sinalização;
Checar desgaste e pressão dos contatos;
Averiguar lubrificação dos contatos e partes móveis, caso necessário;
Examinar e apertar fixações e conexões;
Examinar mecanismos de operação, pinos, molas, braços e articulações;
Barramento:
Verificar pressionamento de fixações e conexões;
Certificar de limpar barramento e isoladores e indicar anormalidades;

Transformadores:
Medir e anotar o valor da corrente por fase do secundário, verificando se esta coerente com a tensão do Trafo;
Aferir e registrar o valor da tensão entre fases do secundário, verificando se o valor obtido esta correto;
Apontar e relacionar o valor da temperatura com a instalação funcionando a total carga por mais de duas horas;
Determinar e anotar o valor da reatância e isolação das bobinas;
Certificar de limpar cuidadosamente o conjunto e reapertar parafusos, conexões e terminais;
Verificar nível do óleo, completando se necessário;
Averiguar vazamentos;
Apurar tanque, tampa e radiadores;
Examinar termômetros;
Inspecionar acessórios e sua fiação;
Verificar sistema de proteção e testar circuitos elétricos;
Certificar ruídos e vibrações;
Examinar buchas e isoladores quanto a rachaduras, indicando anormalidades;
Apertar fixação a terra;
Analisar respiradores;
Examinar e aferir os aparelhos de medição e indicadores;
Testar ventilação forçada;
Examinar sílica-gel e trocar, se necessário;
Verificar se há sinais de oxidação;

Ramal de entrada:
Verificar estado dos isoladores do ramal aéreo;
Examinar a isolação das muflas de entrada e da saída do ramal subterrâneo;
Determinar isolação dos cabos;
Averiguar presença de umidade nos dutos;
Verificar as armações de sustentação das muflas, fixando as que se encontrarem soltas;
Transformadores de Corrente e Potencial:
Limpar cuidadosamente o conjunto;
Inspecionar partes metálicas e conexões;
Medir e registrar o valor da resistência de isolação;
Diversos:
Corrigir todas as anormalidades verificadas;

Cromatografia:
Verificar manutenção do transformador;
Averiguar procedimentos com periodicidade fixa;
Analise preventiva com objetivo de analisar as condições estruturais dos elementos tais como:
Buchas;
Tanques;
Radiadores;
Conservador de óleo;
Termômetros;
Secador de ar;
Ventiladores;
Relés e Para-raios.
Ação preditiva é baseada em monitoramento e estudos estatísticos, com uso de resistência de isolação, rolamentos, relação de transformação, termografia, análise física-química e cromatografia.
Obs: O desafio da manutenção é evitar a ação corretiva pois leva o desligamento do equipamento e isso pode acarretar a problemas financeiros. Para melhor aproveitamento da manutenção na maioria das vezes é evitar o desligamento do transformador e preveem problemas atuais e futuros.

Análises Físico-Química

Propriedades Físicas:
Viscosidade – dissipar calor;
Ponto de Fulgor – segurança contra incêndio;
Tensão Interfacial – condução dielétrica;
Cor – Deterioração;
Ponto de Fluidez – mínima temperatura de operação;
Densidade – condução de calor;

Propriedades Químicas:
Oxidação – degradação natural pelo uso;
Acidez e água- condução de corrente e corrosão interna partes ferrosas;
Compostos de enxofre (sulfatos) = corrosão Cobre e Prata;

Propriedades Elétricas:
Rigidez dielétrica;
Fator de potência.

Cromatografia:
É a tecnologia para testes de gás dissolvido no óleo.
Aferir evolução de gases:
Examinar desprendimento = valor positivo;
Averiguar a absorção = valor negativo;
Quantidades e combinações desses gases, indicam:
Verificar superaquecimento elétrico;
Apurar a sobrecarga de isolamento;
Analisar o superaquecimento líquido;
Investigar a descarga parcial (corona) ou
Arcos elétrico dentro do transformador.
Realizar testes visuais através de:
Cor;
Densidade;
Rigidez dielétrica;
Sedimento;
Fator de potência;
Número de neutralização;
Tensão interfacial;
Conferir a umidade e análise de cromatografia de gases;

Referências Normativas:
NBR 7036 – Recebimento, Instalação e Manutenção de Transformadores de Potência para Distribuição, imersos em Líquidos Isolantes;
ASTM D 1500 – Método de teste padrão para cor ASTM de produtos Petrolíferos (ASTM Color Scale);
MB 351 – Determinação de cor em produtos de Petróleo;
NBR 5356 – Transformadores de Potencia;

Validade do Laudo: É recomendável renovação anual ou se ocorrer evento que indique a necessidade de atualização do Laudo.

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Saiba mais: OBJETIVO Selecionar de forma simples e contundente o que é uma cabine primária, assim como o material necessário para manutenção preventiva e manutenção corretiva. Além dos conceitos básico de uma subestação, seja exemplificado suas possíveis variações e os equipamentos que irão ser utilizados, de acordo com as características do sistema.

METODOLOGIA Trata-se de um trabalho que tem como objetivo abordar teoricamente e 
da melhor forma possível o tema escolhido, por isso foram feitas diversas pesquisas em livros, sites, normas, e principalmente houve o contato com profissionais designados a realizarem a função de manutenção em uma cabine primária. Na metodologia adotada como base para a realização deste trabalho, foi imprescindível a busca por profissionais que vivenciam o serviço na pratica (acontecimentos e fatos reais), podendo assim exemplificar os componentes
que constituem uma cabine, desde a entrada da energia até a distribuição para quem irá utilizá-la. Ao logo deste artigo foram dadas sugestões na busca por melhorias tecnológicas, a fim de prevenir e corrigir falhas, sugestões essas que podem modificar e proporcionar uma maior qualidade no fornecimento de energia elétrica para as concessionárias através de uma cabine primária.

DESENVOLVIMENTO As unidades geradoras normalmente fornecem tensão elétrica variando 
entre 6,5 KV e 18 KV, com exceção de algumas usinas menores contenção de saída do gerador mais baixa. Por conta das elevadas potencias das usinas, a corrente que circula para este nível de tensão é muito elevada. Sabemos que a perda de energia elétrica esta diretamente relacionada à corrente elétrica, transmitir nessa potência elevada com essa faixa de tensão irá incorrer perdas elevadas na transmissão.

Onde: I = CORRENTE e V= TENSAO
Nesta formula observamos que a potência total fornecida pela usina não se altera, elevando a tensão. A corrente se reduz para uma mesma potência, levando em consideração o cálculo da potência dissipada em função do quadrado da corrente, a diminuição da corrente automaticamente causa redução das perdas. P=R., sendo R= resistência; I= corrente e P= potência
Quanto maior for a extensão de uma linha de transmissão maior será a sua oposição a passagem de (corrente resistência elétrica).
Como a construção das usinas e sua distância em relação aos centros consumidores são fixas, o modo mais simples para reduzir as perdas na transmissão seria elevando a tensão e por consequência reduzindo a corrente. A redução da corrente na transmissão possibilita redução da sessão transversal (bitola) do condutor e também a edição de perdas na transmissão.

Próximo a grandes usinas geradoras existem subestações elevadoras 
que elevam a tensão para níveis padronizados para assim serem transmitidas. Destacamos alguns valores de tensão usados na transmissão: 69KV, 88KV, 138KV, 230KV, 345KV, 440KV, 500KV, 600KV em corrente continua, 750KV. Quando a energia elétrica chega pelas linhas de transmissão próximas aos centros consumidores é necessário iniciar processo de abaixamento do nível de tensão. Esta tarefa é função realizada pelas estacoes transformadoras de transmissão (ETT). Nesta estação a energia elétrica é recebida em níveis de tensão acima de 230KV, e posteriormente é rebaixada para 69KV, 88KV OU
138KV. Isto depende do padrão adotado pela distribuidora de energia local. Além de realizar a redução dos níveis de tensão as estações transformadoras de tensão (ETT), ela inicia o processo de distribuição de energia elétrica.

Transformando em diversas linhas de transmissão de 69KV, 88KV ou 138kv na 
saída dessa subestação. As linhas de transmissão chegam até as cidades, e se conectam com as estacoes transformadoras de distribuição (ETD). Estas subestações rebaixam a tensão para os níveis capazes de serem distribuídos nos postes. O valor da tensão nas ETDs é padronizado pela distribuidora local dependendo da característica do seu sistema elétrico. Segue alguns padrões de tensão de saída da ETD: Tensões disponíveis: 3,8 KV; 11,9KV; 13,2KV; 13,8KV; 20KV; 23,5KV e 34,5KV. Geralmente esses níveis de tensão estão localizados nos pontos mais altos dos postes, e este caminho é percorrido até encontrar um transformador de distribuição que diminuem a tensão para níveis que utilizamos em nossas residências.

Ha três pontos do sistema elétrico de alta tensão onde consumidores 
podem se conectar, sendo que essa definição deste local vai depender da demanda de energia solicitada pelo consumidor e da disponibilidade da distribuidora local.
De acordo com a resolução 414 da ANEEL, define que caso a demanda do consumidor esteja entre 75KW e 2500KW, deve se conectar em uma tensão inferior a 69KV. Mas, caso a demanda solicitada pelo consumidor estiver acima de 2500KWA conexão será feita em uma tensão acima de 69KV.

Existem sete tipos de subestação, são elas: Subestação Simplificada, 
Subestação Simplificada com instalação em poste único, Subestação
Simplificada em alvenaria, Subestação Simplificada blindada, Subestação Convencional, Subestação Convencional em alvenaria e Subestação Convencional blindada. De acordo com todas as subestações existentes e citadas acima, foi realizado um estudo de caso em uma subestação convencional em alvenaria, com pé direito de aproximadamente 5 m de largura e 20 m de comprimento, piso elevado revestido plurigoma, iluminação artificial (fluorescente) com teto em concreto armado (laje). O fornecimento de energia elétrica por parte da concessionária (Eletropaulo) é efetuado na tensão de 13.200 V, através de uma linha trifásica de distribuição subterrânea dotada de cabo reserva, que alimenta o Centro de Entrada e Medição (CEM). O CEM é composto pela associação dos cubículos metálicos modulares
de 1 à 12, acomodados em local específico, e utilizados para Entrada, Proteção, Medição e Distribuição de energia para as instalaçõesem média tensão, e dispõe de tapetes de borracha isolante em frente aos compartimentos que possuem disjuntor para manobra dos circuitos em médiatensão (MT).

Na parte do cubículo, junto ao punho de acionamento encontram-se as 
plaquetas de advertência, sinalização e identificação com os dizeres:
 “89.1 Seccionadora Geral”, “Ligada”, “Desligada”,  “ATENÇÃO NÃO MANOBRAR A SECCIONADORA EM CARGA”. A chave seccionadora é dotada do dispositivo tipo micro-switch que provoca o desligamento do disjuntor geral caso ocorra a tentativa de abertura da seccionadora em carga. Já a porta de acesso, dotada de trinco, e estrutura externa do cubículo possuem as plaquetas de identificação: “Cubículo secc Geral” e “cubículo 1”.

Os 12 cubículossão compostos de: 
• Disjuntor geral da instalação de média tensão, motorizado, à vácuo, marca Beghim, série Arc-O-vac, tipo MAF-15. • Relé de proteção indireta marca Pextron tipo URPE 7104 (dotado das funções 27, 59, 47, 50/50N e 51/51N). • Chave seccionadora tripolar, de acionamento simultâneo, tipo HRBTL com capacidade para 400 A, fabricada pela Beghim e dotada de corta arco e dispositivo tipo micro switch. • Fusíveis do tipo HH com capacidade para 63 A. – 5 transformadores possuem as seguintes características, extraída da placa do equipamento: • Marca Siemens, fabricado em dezembro/1999, refrigeração ar natural, potencia nominal 750 kVAe impedância 5,80% a 115º e relação de transformação 13.200 – 380 / 220 V.

• Disjuntor geral marca Cutler e Hammer tipo DS 416, e capacidade 
para 1600 A. – 3 transformadores, instalados no interior de cubículo metálico dotado de porta e grade, possui a seguinte característica.  Marca Siemens, , refrigeração ar natural, potencia nominal 1000
kVA e impedância 5,80% a 115º C e relação de transformação 13.200 – 380 / 220 V. – 1 transformador possui a seguinte característica, extraída da placa do equipamento: Marca Reziglas, fabricado em dezembro/1999, refrigeração ar natural, potencia nominal 500KVA e relação de transformação 13.200 – 380 / 220 V.

RESULTADOS
Com base na instalação descrita, são apresentados a seguir: casos e 
sugestões para garantir a segurança na operação e o funcionamento da
instalação, bem como providencias que, caso adotadas, contribui para melhorar as condições operativas da instalação e diminuir a probabilidade de panes.

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