Laudo de Vibrações Mecânicas e Choque

Nome Técnico: Elaboração Laudo de Vibrações Mecânicas e Choque

Cód: 21510

O Laudo de Vibrações Mecânicas e Choque, tem como referência o Decreto-Lei nº46/2006, o qual indica que nas atividades susceptíveis de apresentar riscos de exposição a vibrações mecânicas, o empregador deve avaliar e, se necessário medir os níveis de vibrações a que os seus trabalhadores estão expostos, assim como, tomar medidas quando os valores de exposição se encontrem superiores aos valores de ação e limite de exposição admissíveis.
Assim, torna-se importante efetuar a medição da vibração, de modo a determinar o nível de exposição a que cada trabalhador está sujeito;
As vibrações podem ser transmitidas ao corpo humano através do: – corpo inteiro, sistema mão-braço;
Para os casos em análise as vibrações são transmitidas através do Corpo Inteiro;
Legislação aplicável:
Dec. -Lei nº 46/2006 – Exposição dos trabalhadores aos riscos devidos a vibrações mecânicas;
NP ISO 2631-1:2007 – Vibrações mecânicas e choque; Avaliação da exposição do corpo inteiro a vibrações.

Laudo de Vibrações Mecânicas e Choque;
TERMINOLOGIAS E DEFINIÇÕES;
Agentes: ruído e vibração são considerados agentes físicos cujos limites para insalubridade são definidos na NR-15 anexos 1 (ruído contínuo), 2 (ruído de impacto) e 8 (vibração);
LEQ: média logarítmica no tempo do nível de pressão sonora ou vibração. É uma função de integração usada em ambientes para definir o valor médio do ruído ou vibração em função do tempo de medição. No caso de níveis contínuos ou intermitentes fixos o Leq será o mesmo tanto para períodos curtos ou longos de medição;
Detecção (lenta e rápida): os aparelhos usados para monitorar o ruído apresentam internamente circuitos de detecção lenta e rápida. No nosso caso, será utilizada a detecção Fast e o Leq para avaliação;
Aceleração (m/s2): unidade de medida de vibração que pode ser em rms, peack ou peak-peak. Atenção deve ser levada para a comparação dos níveis na mesma unidade de medição definida pelos valores das grandezas de referência do calibrador;
Vibração de Corpo Inteiro: Vibração de corpo inteiro é aquela transmitida través das superfícies de apoio, ou seja, os pés para uma pessoa de pé, os pés, as nádegas e as costas para uma pessoa sentada e as superfícies de apoio de uma pessoa recostada ou deitada;
Pontos de Medida de Vibração Ambiental: Medir a vibração na superfície estrutural que suporta as pessoas, no(s) ponto(s) de maior intensidade, tipicamente: no centro da laje dos pisos, para vibrações verticais e nos pisos próximo às paredes, por exemplo nos vãos das portas e janelas, para vibrações horizontais;
Vibrações Contínuas: Comumente encontradas em estruturas excitadas por máquinas rotativas como bombas e alguns compressores. Máquinas alternativas também são outros exemplos;
Aleatórias ou de Multi-frequências (banda larga): Esse tipo de vibração não é comumente encontrado em edificações. A ISO propõe o estudo em terças de oitava ou valor global sendo que o primeiro é o preferido;
Intermitente: Essa excitação é caracterizada por manter determinado nível de vibração por um considerado número de ciclos; um caimento transiente e subseqüente repetição do evento similar. Podem ser excitações de alguns segundos. São encontradas no interior de edifícios que sofrem influência de tráfico ou de máquinas de partidas constantes ou de serviços intermitentes;
Choque impulsivo: Excitação caracterizada por uma rápida subida para um valor de pico seguido de um decaimento. É encontrada nos arredores de construções de edifícios e pontes, podem ser também encontrada em processos de fabricação como forjamento, corte e estampagem de peças ou qualquer outra máquina de impacto;
Nível Global: É o valor combinado de todas as frequências de vibração expressas em um número único. Em análise de vibração deve-se conhecer primeiramente as freqüência para posteriormente calcular o nível global;
Nível por Freqüência: É o valor do sinal distribuído nas diversas frequências que compõem o nível global. Em vibração é a forma mais adequado de avaliar os sinais, pois cada sistema mecânico possui uma assinatura bem definida;
Limite de conforto: sem maior gravidade, mas importante para verificar enjoo durante a atividade;
Limite de fadiga: provocando redução da eficiência dos trabalhadores. Curva base das normas;
Limite de exposição: correspondente ao limiar do risco à saúde e, portanto, de insalubridade;
eVDV (Estimated Vibration Dose Value): Valor estimado da dose de vibração em m.s 1,75 fornecida pelos equipamentos de medição representativo da exposição a vibração durante a atividade. Este valor só deve ser aplicado no caso de vibração comportadas, isto é, na ausência de choques, de vibrações intermitentes ou variáveis preponderantes, sendo, portanto, aplicado se o fator de crista (relação entre o valor máximo pico e o rms) não ultrapassar seis (6) vezes a média dos valores rms instantâneos. A formula de eVDA = 1,4 arms(wt) t1/4 .

Referências Normativas aos dispositivos aplicáveis e suas atualizações:
NR-15 – Atividades e Operações Insalubres;

ABNT ISO/TR 25398: – Máquinas rodoviárias – Diretrizes para avaliação da exposição à vibração transmitida ao corpo humano por máquinas que transportam o operador – Utilização de dados harmonizados medidos por institutos internacionais, organizações e fabricantes;
ABNT NBR 10082: – Ensaio não destrutivo — Análise de vibrações — Avaliação da vibração mecânica de máquinas com velocidades de operação de 600 rpm a 15 000 rpm;
ABNT NBR 14783: – Veículos rodoviários automotores – sistema da embreagem – Avaliação da trepidação;
ABNT NBR ISO 5008: – Tratores agrícolas de rodas e máquinas de campo – Medição da vibração transmitida ao corpo inteiro do operador;
ABNT NBR ISO 13753: Vibrações mecânicas e choque – Vibração no sistema mão-braço – Método para medição da transmissibilidade da vibração em materiais resilientes sob preensão pelo sistema mão-braço.

Validade do Laudo de Vibrações Mecânicas e Choque: É recomendável renovação anual ou se ocorrer evento que indique a necessidade de atualização do Laudo.

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NR 15 – ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES

ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES
15.1 São consideradas atividades ou operações insalubres as que se desenvolvem:
15.1.1 Acima dos limites de tolerância previstos nos Anexos n.º 1, 2, 3, 5, 11 e 12;
15.1.2 (Revogado pela Portaria MTE n.º 3.751/1990);
15.1.3 Nas atividades mencionadas nos Anexos n.º 6, 13 e 14;
15.1.4 Comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho, constantes dos Anexos n.º 7, 8, 9 e 10;
15.2 O exercício de trabalho em condições de insalubridade, de acordo com os subitens do item anterior, assegura ao trabalhador a percepção de adicional, incidente sobre o salário mínimo da região, equivalente a:
15.2.1 40% (quarenta por cento), para insalubridade de grau máximo;
15.2.2 20% (vinte por cento), para insalubridade de grau médio;
15.2.3 10% (dez por cento), para insalubridade de grau mínimo;
15.3 No caso de incidência de mais de um fator de insalubridade, será apenas considerado o de grau mais elevado, para efeito de acréscimo salarial, sendo vedada a percepção cumulativa;
15.4 A eliminação ou neutralização da insalubridade determinará a cessação do pagamento do adicional respectivo;
15.4.1 A eliminação ou neutralização da insalubridade deverá ocorrer:
a) com a utilização de equipamento de proteção individual;
15.4.1.1  Cabe  à  autoridade  regional  competente  em  matéria  de  segurança  e  saúde  do  trabalhador,  comprovada  a insalubridade por laudo técnico de engenheiro de segurança do trabalho ou médico do trabalho, devidamente habilitado, fixar
adicional devido aos empregados expostos à insalubridade quando impraticável sua eliminação ou neutralização;
15.4.1.2 A eliminação ou neutralização da insalubridade ficará caracterizada através de avaliação pericial por órgão competente, que comprove a inexistência de risco à saúde do trabalhador;
15.5 É facultado às empresas e aos sindicatos das categorias profissionais interessadas requererem ao Ministério do Trabalho, através das DRTs, a realização de perícia em estabelecimento ou setor deste, com o
objetivo de caracterizar e classificar ou determinar atividade insalubre;
15.5.1 Nas perícias requeridas às Delegacias Regionais do Trabalho, desde que comprovada a insalubridade, o perito do Ministério do Trabalho indicará o adicional devido;
15.6 O perito descreverá no laudo a técnica e a aparelhagem utilizadas;
15.7 O disposto no item 15.5. não prejudica a ação fiscalizadora do MTb nem a realização ex-officio da perícia, quando
 solicitado pela Justiça, nas localidades onde não houver  perito;
ANEXO VIII;
VIBRAÇÕES;
(Alterado pela Portaria MTE 1.297/2014);

1. Objetivos;
2. Caracterização e classificação da insalubridade;
1. Objetivos;
1.1. Estabelecer critérios para caracterização da condição de trabalho insalubre decorrente da exposição às Vibrações de Mãos e Braços (VMB) e Vibrações de Corpo Inteiro (VCI);
1.2. Os procedimentos técnicos para a avaliação quantitativa das VCI e VMB são os estabelecidos nas Normas de Higiene Ocupacional da FUNDACENTRO;
2. Caracterização e classificação da insalubridade;
2.1. Caracteriza-se a condição insalubre caso seja superado o limite de exposição ocupacional diária a VMB correspondente a um valor de aceleração resultante de exposição normalizada (aren) de 5 m/s2.
2.2. Caracteriza-se a condição insalubre caso sejam superados quaisquer dos limites de exposição ocupacional diária a VCI:
a) valor da aceleração resultante de exposição normalizada (aren) de 1,1 m/s2;
b) valor da dose de vibração resultante (VDVR) de 21,0 m/s1,75;
2.2.1. Para fins de caracterização da condição insalubre, o empregador deve comprovar a avaliação dos dois parâmetros acima descritos;
2.3. As situações de exposição a VMB e VCI superiores aos limites de exposição ocupacional são caracterizadas como insalubres em grau médio;
2.4. A avaliação quantitativa deve ser representativa da exposição, abrangendo aspectos organizacionais e ambientais que envolvam o trabalhador no exercício de suas funções;
2.5. A caracterização da exposição deve ser objeto de laudo técnico que contemple, no mínimo, os seguintes itens:
a) Objetivo e datas em que foram desenvolvidos os procedimentos;
b) Descrição e resultado da avaliação preliminar da exposição, realizada de acordo com o item 3 do Anexo 1 da NR-9 do MTE;
c) Metodologia e critérios empregados, inclusas a caracterização da exposição e representatividade da amostragem;
d) Instrumentais utilizados, bem como o registro dos certificados de calibração;
e) Dados obtidos e respectiva interpretação;
f) Circunstâncias específicas que envolveram a avaliação;
g) Descrição das medidas preventivas e corretivas eventualmente existentes e indicação das necessárias, bem como a comprovação de sua eficácia;
h) Conclusão.
Saiba Mais sobre: Laudo de Vibrações Mecânicas e Choque – consulte-nos.

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