Como Ministrar Curso Espaços Confinados,

Como Ministrar Curso Espaços Confinados

Como Ministrar Curso Espaços Confinados

Nome Técnico: Curso Capacitação Como Ministrar Curso Espaços Confinados – NR-33.

Cód: 31008

Como Ministrar Curso Espaços Confinados:
Trata-se  de um curso que tem por objetivo ensinar como ministrar curso para Espaços Confinados, visando parte da  preparação para o domínio do conteúdo programático colocando sempre em primeiro lugar a segurança e saúde dos trabalhadores e do patrimônio da empresa.
Vale lembrar que o curso não habilita como instrutor pleno, visto que para se tornar Instrutor é necessário a proficiência aliada ao conjunto de capacitações e formações necessárias conforme descrito abaixo:

Requisitos mínimos para Instrutoria:
Formação mínima como Técnico(a)  Segurança do Trabalho – 1200 horas (Fundamental para participar do Curso);
Formação  em Operação de Equipamento específico 40 horas ou no mínimo 16 horas (Fundamental para participar do curso);
Formação em técnicas de ensino com carga horária mínima – 40 horas
Formação em APH (Atendimento Pré Hospitalar) Primeiros Socorros – 240 horas
Estágio prático supervisionado por equipamento específico – 40 horas
Experiência na área de operação de equipamentos móveis – mínimo 02 anos;
A empresa que deseja capacitar instrutores deverá compor equipe multidisciplinar sob a supervisão de PH para ministrar treinamento e recolhimento de ART.
Vale ressaltar que instrutoria feita pela própria empresa fará parte da situação sujeito a questionamentos e acúmulo de funções.

O que é Proficiência?
Competência, aptidão, capacitação e habilidade aliadas à experiência

O que é Espaço Confinado?
Trata-se de qualquer área não projetada para ocupação humana contínua e que possua meios limitados de entrada e saída.

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Conteúdo Programático

Como Ministrar Curso Espaços Confinados

Normas e regulamentos aplicáveis à espaços confinados;
Análise de Risco e condições impeditivas;
Riscos potenciais inerentes ao trabalho e medidas de prevenção e controle;
Sistemas, equipamentos e procedimentos de proteção coletiva;
Equipamentos de Proteção Individual: seleção, inspeção, conservação e limitação de uso;
Conscientização da Equipe de Resgate full time;
Acidentes típicos;
Condutas em situações de emergência, incluindo noções de técnicas de resgate e de primeiros socorros;
Apresentação de equipamentos;
Técnicas de trabalho seguro e ancoragens;
Detecção de Gases e Ventilação em Espaços Confinados:
Teoria de gases perigosos;
Tóxicos,  Inflamáveis,  Explosões,  Asfixiantes;
Técnicas de medição de gases aplicada a espaço confinado;
Estratégia de amostragem (O que amostrar, quando e onde?);
Critérios de indicação e uso de equipamentos para controle de riscos;
Calibração e teste de resposta de instrumentos para medidas atmosféricas;
Funcionamento de equipamentos utilizados;
Princípio de ventilação em espaços confinados;
Tipos de proteção, Marcação,  Aterramento,  Eletricidade estática.
Materiais rígidos e flexíveis:
Rígidos: mosquetões, talabartes, ID, Grigri, freio oito, trava quedas, jumar, polias
Flexíveis: cordas, fitas e cintos, talabartes, ABS;
Proteção contra quedas, Fator de quedas, Práticas seguras;
Nós e voltas:
Demonstração e Execução:
Nós Oito duplo guiado, Coelho, Borboleta, Meia Volta, Fiel, Prursik, Pescador, Calafate, Utilização Correta;
Desenvolvimento do Sistema de Redução:
Montagem de Sistema 4X1 e 2X1, Cavalos com Utilização dos Sistemas 3X1 e 4X1, Sistema Mochila e Minhoca;
Noções de Resgate em Espaço Confinado:
Teoria de Resgate Técnico em Espaços Confinados, Modos de Operação e Fiscalização na Formação de Equipes de Resgate;
Resgate com Cordas:
Resgate de Alpinistas com o uso de Cinto, Imobilizadores e Fraldão;
Resgate com Macas:
Resgate e Movimentação de Vítimas com STR e Mamute;
Liberação de Serviço a Quente;
Proteção Respiratória / Proteção Autônoma;

Referências Normativas aos dispositivos aplicáveis e suas atualizações:
NR-06 – EPI – Equipamentos de Proteção Individual;
NR-18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção.;
NR-33 – Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados;
NFPA 1983 – Norma sobre Linha de Vida e Componentes de Segurança de Incêndio;
NFPA 1006 – Norma para Qualificação de Técnicos Profissionais de Resgate;
NFPA 1670 – Norma para Treinamentos e Operações Técnicas de Busca e Regate em Incidentes;
ABNT NBR 15.475 – Qualificação dos Profissionais Acessos por Corda;
ABNT NBR 15.595 – Acesso por Corda Procedimentos para Aplicação do método;

ABNT NBR 16325 Dispositivo de Ancoragem tipo C;
ABNT NBR 16325 Dispositivo de Ancoragem tipo A.B.D;

Atenção:
EAD Ensino a Distância, Presencial e Semipresencial

Base Legal – Norma Técnica 54 Ministério do Trabalho
RESPONSABILIDADES – Como a capacitação em SST é obrigação trabalhista a ser fornecida pelo empregador a seus trabalhadores em razão dos riscos oriundos da atividade explorada, é de inteira responsabilidade do empregador garantir sua efetiva implementação, sujeitando-se às sanções administrativas cabíveis em caso de uma capacitação não efetiva ou ainda pela capacitação de má qualidade que não atenda aos requisitos da legislação. É indispensável observar que, ainda que se opte pela realização de capacitação em SST por meio de EaD ou semipresencial, é salutar que toda capacitação seja adaptada à realidade de cada estabelecimento. É que o trabalhador está sendo capacitado pelo empregador para atuar em determinado espaço, logo, uma capacitação genérica não irá atender às peculiaridades de toda e qualquer atividade econômica. Veja na íntegra Nota Técnica 54 do Ministério do Trabalho MT Clique Aqui

Carga Horária

Como Ministrar Curso Espaços Confinados

Participantes sem experiência:
Carga horária mínima = 40 horas/aula

Participantes com experiência:
Carga horária mínima = 16 horas/aula

Atualização (Reciclagem):
Carga horária mínima = 08 horas/aula

Importante: Cursos e Treinamentos de Segurança e Saúde do Trabalho devem ser ministrados SEMPRE por Equipe Multidisciplinar conforme preconiza as Normas Regulamentadoras, ou seja um único instrutor não deverá ministrar todas as matérias, salvo exceções de domínio pleno do plano de aula.
O que é Trabalhador Habilitado, Qualificado, Capacitado, Autorizado e Ambientado?
Observe as definições que preconizam as Normas Regulamentadoras do M.T.E.
Trabalhador Habilitado:

É considerado profissional legalmente habilitado o trabalhador previamente qualificado e com registro no competente conselho de classe.
Trabalhador Qualificado:

É considerado trabalhador qualificado aquele que comprovar conclusão de curso específico para sua atividade em instituição reconhecida pelo sistema oficial de ensino.
Trabalhador Capacitado:

É considerado trabalhador capacitado aquele que receba capacitação sob orientação e responsabilidade de profissional legalmente habilitado.
Trabalhador Ambientado:

Estar ambientado é estar adaptado ao meio; integrado.
Trabalhador Autorizado:

É considerado trabalhador autorizado àquele que é formalmente autorizado pela empresa mediante um processo administrativo.
Considerações a respeito da Autorização:
Conforme vimos acima, o trabalhador precisa estar formalmente autorizado através de um processo administrativo que vai envolver:
Aprovação nos exames médicos;
Aprovação nos treinamentos específicos da atividade;
Aprovação nos treinamentos legais (ex. NR 33, NR 35, NR 10);
Emissão de uma autorização (pode ser um crachá que especifique os dados do funcionário e as autorizações com os respectivos prazos de validade).
Considerações a respeito da Ambientação:

A importância deste item está no fato de que não basta estar qualificado, habilitado e capacitado; antes de autorizar um trabalhador é preciso ambientá-lo na área em que irá trabalhar.
Exemplo: Um trabalhador com experiência não significa que conheça a área em que vai trabalhar; sendo assim é recomendável que passe por um período de ambientação (período de experiência formal) na nova área antes de ser definitivamente autorizado.
NR 10:

10.8.1 É considerado trabalhador qualificado aquele que comprovar conclusão de curso específico na área elétrica reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino.
10.8.2 É considerado profissional legalmente habilitado o trabalhador previamente qualificado e com registro no competente conselho de classe.
10.8.3 É considerado trabalhador capacitado aquele que atenda às seguintes condições, simultaneamente:
a) receba capacitação sob orientação e responsabilidade de profissional habilitado e autorizado; e
b) trabalhe sob a responsabilidade de profissional habilitado e autorizado.
NR 12:
Trabalhador ou profissional qualificado
12.140. Considera-se trabalhador ou profissional qualificado aquele que comprovar conclusão de curso específico na área de atuação, reconhecido pelo sistema oficial de ensino, compatível com o curso a ser ministrado.
Profissional legalmente habilitado:
12.141. Considera-se profissional legalmente habilitado para a supervisão da capacitação aquele que comprovar conclusão de curso específico na área de atuação, compatível com o curso a ser ministrado, com registro no competente conselho de classe.
12.142 A capacitação só terá validade para o empregador que a realizou e nas condições estabelecidas pelo profissional legalmente habilitado responsável pela supervisão da capacitação, exceto quanto aos trabalhadores capacitados nos termos do item 12.138.2. (Alterada pela Portaria MTE n.º 857, de 25/06/2015).
Trabalhador Autorizado:
12.143. São considerados autorizados os trabalhadores qualificados, capacitados ou profissionais legalmente habilitados, com autorização dada por meio de documento formal do empregador.
12.143.1. Até a data da vigência desta Norma, será considerado capacitado o trabalhador que possuir comprovação por meio de registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS ou registro de empregado de pelo menos dois anos de experiência na atividade e que receba reciclagem conforme o previsto no item 12.144 desta Norma.
NR 18:
18.37.5 Para fins da aplicação desta NR, são considerados trabalhadores qualificados aqueles que comprovem perante o empregador e a inspeção do trabalho uma das seguintes condições:
a) capacitação mediante treinamento na empresa;
b) capacitação mediante curso ministrado por instituições privadas ou públicas, desde que conduzido por profissional habilitado;
c) ter experiência comprovada em Carteira de Trabalho de pelo menos 6 (seis) meses na função.
NR 34:
34.3.1 É considerado trabalhador qualificado aquele que comprovar conclusão de curso específico para a sua atividade em instituição reconhecida pelo sistema oficial de ensino.
34.3.2 É considerado profissional legalmente habilitado o trabalhador previamente qualificado e com registro no competente conselho de classe.
34.3.3 É considerado trabalhador capacitado aquele que receba capacitação sob orientação e responsabilidade de profissional legalmente habilitado.
NR35:
35.3.2 Considera-se trabalhador capacitado para trabalho em altura aquele que foi submetido e aprovado em treinamento, teórico e prático, com carga horária mínima de oito horas, cujo conteúdo programático deve, no mínimo, incluir:
a) normas e regulamentos aplicáveis ao trabalho em altura;
b) análise de Risco e condições impeditivas;
c) riscos potenciais inerentes ao trabalho em altura e medidas de prevenção e controle;
d) sistemas, equipamentos e procedimentos de proteção coletiva;
e) equipamentos de Proteção Individual para trabalho em altura: seleção, inspeção, conservação e limitação de uso;
f) acidentes típicos em trabalhos em altura;
g) condutas em situações de emergência, incluindo noções de técnicas de resgate e de primeiros socorros.
Normas regulamentadoras relacionadas ao assunto:
Profissional HABILITADO:

NR 06; NR 07; NR 10; NR 11; NR 12; NR 13; NR 15; NR 18; NR 19; NR 20; NR 22; NR 23; NR 28; NR 29; NR 30; NR 31; NR 32; NR 33; NR 34
QUALIFICADO:

NR 04; NR 07; NR 10; NR 12; NR 18; NR 22; NR 30; NR 31; NR 32; NR 34; NR 35
CAPACITADO:

NR 07; NR 10; NR 12; NR 13; NR 17; NR 19; NR 20; NR 29; NR 30; NR 31; NR 32; NR 33; NR 34; NR 35
AUTORIZADO: NR 10; NR 12; NR 18; NR 20; NR 22; NR 33; NR 34; NR 35
(Fonte de estudo: MTE)

Causas do Acidente Trabalho:
Falta de cuidados do empregado;
Falta de alerta do empregador;
Mesmo efetuando todos os Treinamentos e Laudos obrigatórios de Segurança e Saúde do Trabalho em caso de acidente de trabalho o empregador estará sujeito a Processos tipo:
1- Inquérito Policial – Polícia Civil;
2- Perícia através Instituto Criminalista;
3- Procedimento de Apuração junto Delegacia Regional do Trabalho;
4- Inquérito Civil Público perante o Ministério Público do trabalho para verificação se os demais trabalhadores não estão correndo perigo;
5- O INSS questionará a causa do acidente que poderia ser evitado e se negar a efetuar o pagamento do benefício ao empregado;
6- Familiares poderão ingressar com Processo na Justiça do Trabalho pleiteando danos Morais, Materiais, Luxação, etc.;
7- Tsunami Processuais obrigando o Empregador a gerar Estratégia de Defesas mesmo estando certo;
8- Apesar da Lei da Delegação Trabalhista não prever que se aplica a culpa em cooper vigilando mas apenas a responsabilidade de entregar o equipamento de treinamento (responsável em vigiar e na tem que realmente vigiar;
9- Não prever que se aplica a culpa em cooper vigilando ao Empregador mas apenas a responsabilidade de entregar o equipamento de treinar vale frisar que o Empregador também fica responsável em vigiar);
10- Quando ocorre um acidente além de destruir todo o “bom humor” das relações entre os empregados ou também o gravíssimo problema de se defender de uma série de procedimento ao mesmo tempo, então vale a pena investir nesta prevenção.
Salientamos que o empregado não pode exercer atividades expostos a riscos que possam comprometer sua segurança e saúde.
Sendo assim podem responder nas esferas criminal e civil, aqueles expõem os trabalhadores a tais riscos.

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Saiba Mais: Como Ministrar Curso Espaços Confinados:

Quais São os Perigos e os Riscos?
Espaços Confinados podem conter:
Atmosfera Perigosa ou Potencialmente Perigosa. P.Ex.:
Falta de Oxigênio – Asfixia, danos cerebrais, morte;
Substâncias Tóxicas – Intoxicação, seqüelas, morte;
Substâncias Inflamáveis – Incêndio ou explosão, queimaduras, morte;
Material que possa engolfar um trabalhador. P.Ex.:
A parte superior dos silos contendo grãos é uma área que apresenta sério risco de engolfamento, asfixia e morte. A desobstrução ou limpeza da parte inferior do elevador de canecas também apresenta este risco.
Paredes que convergem para dentro ou pisos que se inclinam para baixo ou áreas menores que apresentam afunilamento e que podem aprisionar ou asfixiar um trabalhador. P.Ex.:
A parte inferior dos silos, como moegas ou tremonhas.
Outros perigos e riscos como o mecânico, elétrico, hidráulico, vapor e líquidos. P.Ex.:
Energias Perigosas. Máquinas sem proteção na transmissão de movimentos ou fios elétricos expostos. Ferimentos, eletrocução e morte.
Atenção: Cuidados especiais devem ser tomados contra riscos mecânicos, elétricos e estruturais que podem causar esmagamentos, amputações, eletrocussões, queimaduras, explosões, afogamentos, quedas, desabamentos e soterramentos.
O Vigia é um Trabalhador Autorizado que deve:
Manter contato visual com os demais Trabalhadores Autorizados, via telefone ou por rádio durante toda a execução do trabalho;
Usar o equipamento de resgate externo e acionar o pessoal de Emergência e Salvamento para retirada dos Trabalhadores Autorizados, sempre que necessário;
Dar ordem de abandono da área, sempre que necessário.
Atenção: o Vigia não deve entrar no Espaço Confinado para realizar resgate.
Os Trabalhadores Autorizados são aqueles treinados para entrar no Espaço Confinado e devem:
Colaborar com a empresa no cumprimento da NR-33;
Entrar no Espaço Confinado somente quando for treinado e quando a PET – Permissão de Entrada e Trabalho for completada e assinada pelo Supervisor de Entrada;
Cumprir os procedimentos e orientações recebidos nos treinamentos com relação aos espaços confinados;
Compreender e seguir os procedimentos antes da entrada no Espaço Confinado e saber como e quando sair;
Utilizar adequadamente os meios e equipamentos fornecidos pela empresa.
P.Ex.: equipamentos contra quedas, de monitoramento do ar, de ventilação, de iluminação e de comunicação de acordo com a PET – Permissão de
Entrada e Trabalho, entre outros;
Monitorar continuamente a atmosfera interna;
Comunicar ao Vigia e ao Supervisor de Entrada as situações de risco para sua segurança e saúde ou de terceiros, que sejam do seu conhecimento;
Dar ordem de abandono de área quando forem emitidos sinais de perigo.

Saiba Mais: Como Ministrar Curso Espaços Confinados: Consulte-nos.

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