Projeto de Plano de Rigger

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Projeto de Plano de Rigger

O Projeto de Plano de Rigger é fundamental para que seja realizado o procedimento correto de movimentação das cargas no local de trabalho, para isso é necessário um estudo minucioso e técnico. O Rigger deverá proceder a diversos estudos e cálculos complexos, principalmente em equipe, engenheiros especialista em fundações, engenheiros de segurança das obras, engenheiro especialista em estruturas e o supervisor de rigging.

O que é Plano de Rigging: É o planejamento formalizado de uma movimentação de cargas com guindaste móvel, visando a otimização dos recursos (equipamentos, acessórios e manobra) aplicados na operação para evitar acidentes e perdas de tempo.

Elaboração de Plano de Rigging

Elaboração de Plano de Rigging

Escopo: Projeto de Plano de Rigger.
– No planejamento estuda-se também melhor opção custo-benefício e a melhor forma de executar o projeto.
Memórias de cálculo;
Desenhos técnicos;
Análises das condições do solo;
Análises da ação do vento;
Estudos da carga a ser içada;
Estudo das máquinas disponíveis e dos seus acessórios;
Verificação da resistência do terreno;
Análise da resistência de carga para o içamento;
Análise para capacidade de suporte do guindaste;
Estudo e análise de dispositivos especiais;
Estudo dos equipamentos empregados.
– Um recurso de planejamento trata-se de um documento onde podemos ver cálculos, desenhos, orientações, dados financeiros, tudo que falamos acima. O desenho do plano de rigging deverá conter no mínimo as seguintes informações necessárias à execução de operação:
Definição do guindaste;
Configurações do guindaste (lança, contrapeso, jib, cabos, moitões, etc.,);
Acessórios (estropos, manilhas, balanças, esticadores, madeiras, dinamômetro, etc.);
Raio de giro;
Posição da peça e do guindaste;
Capacidade do guindaste na situação proposta;
Peso da peça e acessórios;
Providências adicionais (ex.: acompanhamento topográfico, guinchos, “mats”,etc.);
Folga (%) capacidade em relação à carga.

Normas Regulamentadoras:
NR-11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais.
NR-18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria e Comércio

Normas Petrobras:
N-1965 – Movimentação de Carga com Guindaste Terrestre
N-2869 – Segurança em Movimentação de Cargas
Norma Transpetro:
PE-3N0-00209 – Segurança em Serviço de Movimentação e Elevação de Cargas

Normas Brasileiras:
NBR ISO 4309 – Guindastes – Cabo de Aço – Critério de Inspeção e Descarte NBR 8400 – Cálculo de equipamento para levantamento e movimentação de carga.

Importância da Elaboração do Plano de Rigger: O planejamento é fundamental para que seja realizado o procedimento correto de movimentação das cargas no local de trabalho, para isso é necessário um estudo minucioso, técnico. O Rigger deverá proceder a diversos estudos e cálculos complexos, principalmente em equipe, engenheiros especialista em fundações, engenheiros de segurança das obras, engenheiro especialista em estruturas e o supervisor de rigging.

Análise Necessária: A movimentação de cargas exige uma análise apurada, cálculos, planejamento na elevação, técnicas de amarração, análise de materiais empregados, pesos e medidas, enfim são procedimentos complexos que exigem muita expertise do profissional. 

Saiba mais sobre Projeto de Plano de Rigger:
Por meio do estudo da carga a ser içada é possível determinar as máquinas disponíveis, dos acessórios a serem utilizados, condições do solo e ação do vento e quais as melhores soluções para fazer um içamento seguro e eficiente. É fundamental que o plano seja elaborado por um profissional com formação e conhecimento na área de movimentação de cargas, pois isso torna o plano mais confiável e seguro.
O Brasil não dispõe de uma legislação específica sobre o assunto, que regulamente a execução do plano de rigging, ou quanto ao profissional responsável pela sua elaboração, no entanto muitas empresas já adotam como procedimento obrigatório, por entenderem os riscos envolvidos tanto materiais, quando humanos. É importante levar em consideração a formação do Profissional que elabora o plano de rigging e se este possui registro junto ao CREA, uma vez que, na falta desta legislação, muitos trabalhos estão sendo realizados por profissionais pouco capacitados ou sem condições de se responsabilizarem legalmente pelo serviço prestado (emissão da ART).
A NR 18 (NR 18.14.24.17 A implantação e a operacionalização de equipamentos de guindar devem estar previstas em um documento denominado “Plano de Cargas” que deverá conter, no mínimo, as informações constantes do Anexo III desta NR – “PLANO DE CARGAS PARA GRUAS”. (Inclusão dada pela Portaria SIT/DSST nº 114/2005) preconiza a obrigatoriedade da elaboração de plano de Rigging para movimentações de carga. O problema é que essa normatização se resume a um único item relacionado a guindastes de torre. Quando se analisa o glossário (NR 18.39) e as diretrizes do plano de carga desses equipamentos, no anexo III da referida norma, observa-se que eles possuem muitas diferenças em relação aos guindastes móveis sobre rodas.
Além disso, as tabelas de cargas dos fabricantes de guindastes sobre rodas apresentam diferenças de especificações. Por esse motivo, é necessária uma regulamentação também para a movimentação de cargas com esse equipamento, pois, conforme estatísticas divulgadas pelo site norte-americano Crane Accidents (www.craneaccidents.com), o número de acidentes com essa máquina é muito alto, principalmente em função da falta de planejamento prévio da operação.
Ações individuais:
A elaboração do plano de rigging, nas grandes empresas, geralmente se baseia em parâmetros estabelecidos por elas próprias, tais como, a altura do içamento, o peso e geometria da carga, se o trabalho mobiliza um ou mais equipamentos e outras condições.

No que se refere à legislação sobre os responsáveis pela elaboração dos planos de carga, a Norma Regulamentadora NR 18 preconiza, no anexo III, que a obra tenha um profissional legalmente habilitado como responsável técnico pela manutenção e montagem da grua e pelos testes de resistência estrutural e eletromecânica desse equipamento. Nos planos de carga específicos para movimentações com guindastes móveis, os elaboradores geralmente são engenheiros capacitados.
Para que um estudo, planejamento ou especificação tenha caráter legal é necessária a abertura de uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) junto ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), conforme determina a Lei nº 6.496/1977, pois esse requisito é indispensável para todo serviço técnico envolvido em obras de engenharia.
Por meio da Resolução nº 218, de 29 de junho 1973, o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia define 18 atividades relacionadas às diferentes modalidades profissionais para os níveis de formação técnica, superior e de tecnólogo.   O   plano   de   rigging   pode   ser   enquadrado   como   estudo, planejamento, especificação e desenho e com isso caberia ao engenheiro exercer a atividade nº 02 (estudo, planejamento, projeto e especificação), relacionado à sua formação, enquanto os técnicos e tecnólogos se enquadrariam na atividade nº 18 (execução de desenho técnico conforme sua área de formação).

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