Curso de Amônia

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Curso  de Amônia – Segurança na Refrigeração Industrial

A amônia (NH3) é uma molécula formada por um átomo de nitrogênio ligado a três de hidrogênio É obtida por um processo famoso chamado Haber Bosch que consiste em reagir nitrogênio e hidrogênio em quantidades estequiométricas em elevada temperatura e pressão. É à maneira de obtenção de amônia mais utilizada nos dias atuais.

Curso de Amônia

Curso de Amônia

Conteúdo Programático: Curso  de Amônia – Segurança na Refrigeração Industrial
Conceitos
Sistemas de refrigeração por amônia
A amônia
Riscos dos sistemas de refrigeração
Gestão segura de sistemas de refrigeração
Instalações
Equipamentos e materiais
Medidas de proteção
Capacidade e treinamento de trabalhadores
Normas e referências
Aspectos da auditoria fiscal
O exemplo de Natal (RN)
Descrição do estabelecimento
Descrição do acidente
NOTA TÉCNICA Nº 03/2004

Clique no vídeo para assistir Curso de Amônia em Inglês.

Saiba mais sobre Curso  de Amônia – Segurança na Refrigeração Industrial
A amônia torna-se líquido na temperatura ambiente e possui as mesmas  propriedades químicas da soda cáustica. É estável quando armazenada e utilizada em condições normais de estocagem e manuseio. Porém, acima de 450ºC, pode decompor-se, liberando nitrogênio e hidrogênio. É facilmente detectada a partir de pequeníssimas concentrações (5 ppm) no ar pelo seu cheiro característico.

Dentre suas aplicações, destacam a utilização como agente refrigerante e na fabricação da uréia, um importante fertilizante. É ainda utilizada na fabricação de têxteis, na manufatura de rayon, na indústria da borracha, na fotografia, na indústria farmacêutica, na fabricação de cerâmicas, corantes e fitas para escrever ou imprimir, na saponificação de gorduras e óleos, como agente neutralizador na indústria de petróleo e como preservativo do látex, dentre outras.
A utilização da amônia nos sistemas industriais de refrigeração, objeto principal do presente  estudo, se deve em função das suas características como agente refrigerante:
Ser volátil ou capaz de se evaporar;
Apresentar calor latente de vaporização elevado;
Requerer o mínimo de potência para sua compressão à pressão de condensação;
Apresentar temperatura crítica bem acima da temperatura de condensação;
Ter pressões de evaporação e condensação razoáveis;
Produzir o máximo possível de refrigeração para um dado volume de vapor;
Ser estável, sem tendência a se decompor nas condições de funcionamento;
Não apresentar efeitos prejudiciais sobre metais, lubrificantes e outros materiais utilizados nos demais componentes do sistema;
Possibilitar que vazamentos sejam detectáveis por verificação simples;
Ter um odor que revele a sua presença;
Ter um custo razoável;
Existir em abundância para seu emprego comercial.
No entanto, a amônia apresenta, também, alguns riscos, como será analisado a seguir.
Curso  de Amônia – Segurança na Refrigeração Industrial:
2.2 RISCOS NA UTILIZAÇÃO DO PRODUTO
Conforme a Norma Técnica 03/2004 que trata sobre a refrigeração industrial por amônia (MTE, 2005), a amônia apresenta um grau de risco moderado em relação a incêndio e explosão, quando exposta ao calor ou chama. No entanto, a presença de óleo e outros materiais combustíveis aumentam o risco de incêndio.
O gás é um irritante poderoso das vias respiratórias, olhos e pele.
Dependendo do tempo e do nível de exposição podem ocorrer efeitos que vão de irritações leves a severas lesões corporais. A inalação pode causar dificuldades respiratórias, broncoespasmo, queimadura da mucosa nasal, faringe e laringe, dor no peito e edema pulmonar. A ingestão causa náusea, vômitos e inchação nos lábios, boca e laringe. Em contato com a pele, a amônia produz dor, eritema e vesiculação. Em altas concentrações, pode haver necrose dos tecidos e queimaduras profundas. O contato com os olhos em baixas concentrações (10 ppm) resulta em irritação ocular e lacrimejamento.
Em concentrações mais altas, pode causar conjuntivite, erosão na córnea e cegueira temporária ou permanente. Reações tardias podem acontecer como catarata, atrofia da retina e fibrose pulmonar. A exposição a concentrações acima de 2.500 ppm por aproximadamente 30 minutos pode ser fatal.
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Em relação às instalações frigoríficas, as maiores preocupações são os vazamentos com formação de nuvem tóxica de amônia e as explosões. Segundo afirma a própria Norma Técnica 03/2004 (MTE, 2005) “as principais causas de acidentes são falhas no projeto do sistema e danos aos equipamentos provocados pelo calor, corrosão ou vibração”, assim como por manutenção inadequada ou ausência de manutenção de seus componentes, como válvulas de alívio de pressão, compressores, condensadores, vasos de pressão, equipamentos de purga, evaporadores, tubulações, bombas e instrumentos em geral.
É importante observar que mesmo os sistemas mais bem projetados podem apresentar vazamentos de amônia, se operados e/ou mantidos de forma precária.
São freqüentes os vazamentos causados por:
Abastecimento inadequado dos vasos;
Falhas nas válvulas de alívio, tanto mecânicas quanto por ajuste inadequado da pressão;
Danos provocados por impacto externo por equipamentos móveis, como empilhadeiras;
Corrosão externa, mais rápida em condições de grande calor e umidade, especialmente nas porções de baixa pressão do sistema;
Rachaduras internas de vasos que tendem a ocorrer nos/ou próximo aos pontos de solda;
Aprisionamento de líquido nas tubulações, entre válvulas de fechamento;
Excesso de líquido no compressor;
Excesso de vibração no sistema, que pode levar a sua falência prematura.
Curso  de Amônia – Segurança na Refrigeração Industrial: Consulte-nos.