Curso Ambientes Frios – Exposição e Trabalho em Câmara Fria

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Curso Ambientes Frios – Exposição e Trabalho em Câmara Fria

NR 36.2.10 Câmaras Frias
36.2.10.1 As câmaras frias devem possuir dispositivo que possibilite abertura das portas pelo interior sem muito esforço, e alarme ou outro sistema de comunicação, que possa ser acionado pelo interior, em caso de emergência.
36.2.10.1.1 As câmaras frias cuja temperatura for igual ou inferior a -18º C devem possuir indicação do tempo máximo de permanência no local.

Conteúdo Programático:  Curso Ambientes Frios – Exposição e Trabalho em Câmara Fria
Introdução;
Exposição e Trabalho em Ambientes Frios;
Fisiologia da Exposição ao Frio;
Algumas considerações sobre temperatura corporal;
Efeitos à Saúde pela exposição ao frio;
Sintomas de exposição;

Curso Ambientes Frios - Exposição e Trabalho e,m Câmara Fria

Curso Ambientes Frios – Exposição e Trabalho em Câmara Fria

O que é hipotermia;
Avaliação ambiental;
Limites de tolerância;
Requisitos de vestimenta;
Requisitos do EPI;
Limitação do tempo de Exposição
Doenças causadas pelo frio;
Referências Bibliográficas;
Base Normativas aos dispositivos aplicáveis: NR 06, NR 15, NR 36;
Ambientes Frios – Exposição e Trabalho em Ambientes Frios
Curso Ambientes Frios – Exposição e Trabalho em Câmara Fria:

Carga Horária: Curso Ambientes Frios – Exposição e Trabalho em Câmara Fria
Capacitação: 08  horas/aula
Atualização (Reciclagem)   – Carga horária  mínima = 04 horas/aula

CERTIFICAÇÃO: Será expedido o Certificado para cada participante que atingir o aproveitamento mínimo de 70% (teórico e prático) conforme preconiza as Normas Regulamentadoras.

Atualização (Reciclagem):  É recomendável Periodicidade ANUAL se não ocorrer evento que indique a necessidade de atualização.

Saiba mais sobre Curso Ambientes Frios – Exposição e Trabalho em Câmara Fria:
As atividades de trabalho expostas a temperaturas baixas submetem o trabalhador aos danos causados pelo frio. Destacamos atividades realizadas em câmaras frigoríficas, trabalhos de embalagem de carnes e demais alimentos, operação portuária, nas quais se manuseiam as cargas congeladas e outros.
O trabalho em ambientes extremamente frios se constitui num risco potencial à saúde dos trabalhadores, podendo causar desconforto, doenças ocupacionais, acidentes e até mesmo morte, quando o trabalhador fica preso acidentalmente em ambientes frios ou imerso em água gelada.
Os trabalhadores devem estar protegidos contra a exposição ao frio de modo que a temperatura central do corpo não caia abaixo de 36°C.
Curso Ambientes Frios – Exposição e Trabalho em Câmara Fria:
As lesões mais graves causadas pelo frio decorrem da perda excessiva de calor do corpo e diminuição da temperatura no centro do corpo, o que chamamos de hipotermia.
A hipotermia e outras lesões causadas pelo frio podem ser evitadas se forem adotadas práticas adequadas para o trabalho nesta situação. Roupas de frio, inclusive proteção para a cabeça, luvas mitenes e botas isolantes, devem ser usadas por pessoas expostas ao frio.
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REQUISITOS DOS EPI (Equipamento de Proteção Individual)
EPI tem a função de proteger individualmente cada empregado de possíveis lesões quando da ocorrência de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais.
Portanto, o EPI não evita os acidentes em si, mas protege o empregado quando o risco estiver ligado à função ou ao cargo do trabalhador e à exposição ao agente.
O risco está ligado ao tipo e à quantidade do agente, ao tempo de exposição e à sensibilidade do organismo do trabalhador.
Roupas de proteção são necessárias para a execução de trabalho realizado a uma temperatura de 4°C ou abaixo.
As vestimentas devem ser selecionadas de acordo com a intensidade do frio, o tipo de atividade e o plano de trabalho. Devem ser usadas roupas compostas de camadas múltiplas,
O que proporciona maior proteção que o uso de uma única peça grossa.
A camada de ar existente na roupa fornece isolamento maior do que ela própria.
Em condições extremamente frias, nas quais usa-se proteção para a face, a proteção dos olhos deve estar separada dos canais de respiração (nariz e boca), de maneira a evitar que a umidade exalada embace os óculos.
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Para o trabalho realizado em condições úmidas, a camada externa da roupa deve ser a repelente à água.
Se a área de trabalho não puder ser protegida contra o vento, deve-se usar uma roupa de couro ou de lã grossa facilmente removível.
Em condições extremamente frias, devem ser fornecidas vestimentas de proteção aquecidas.
As roupas devem ser conservadas secas e limpas visto que a sujeira enche as células de ar nas fibras das roupas, destruindo a sua capacidade de circulação do ar.
Enquanto o trabalhador estiver descansando em uma área aquecida, a respiração deve ser feita abrindo-se os fechos do pescoço, cintura, mangas e tornozelo.
Se não for necessária destreza manual, devem ser usadas luvas em temperaturas abaixo de 4°C para a realização de trabalho leve, e em temperaturas abaixo de -7°C para a realização de trabalho moderado.
Para trabalho realizado em temperaturas abaixo de -17°C, devem-se usar mitenes.
Sala para secagem de roupas.
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REQUISITOS DE VESTIMENTA
a) Roupa de baixo: é recomendado o uso de uma roupa de baixo de duas peças, como camiseta e short de algodão sob roupa térmica; o uso de uma camisa de gola olímpica próxima a pele sob uma roupa impermeável é indicado, pois retém o calor e permite ventilar quando a roupa de cima é aberta ou removida;
b) Meias: as de lã são as ideais; meias de elenca e acetato não devem ser utilizadas. Quando são usados dois pares, o que fica em contato com os pés deve ser menor que o que é colocado por cima. Evite dobrá-las; meias de acetato e proteção contra umidade;
c) Calças: devem ser utilizadas calças de lã, do tipo térmico ou com um forro especial. Os cintos devem ser evitados, pois podem apertar e reduzir a circulação. O uso de suspensórios é mais recomendado. As calças devem ser folgadas para permitir o uso de “minhocões”; Calçados com sola antiderrapante e forrados com lã;
d) Botas: para o trabalho em temperaturas frias, é recomendável usar botas de couro, com o forro de feltro, sola de borracha e palmilhas de feltro. As botas devem ser impermeáveis e as meias devem ser trocadas quando ficam molhadas de suor;
e) Conjunto composto por capote com capuz, gorro ivanhoé, calça, luvas e botas para trabalhos em ambientes extremamente frios.
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f) Camisa: uma camisa ou um suéter de lã sobre uma camiseta de algodão. Podem-se usar camisas normais e suéteres sobre a roupa de baixo e sob o capote;
g) Capote com capuz: deve ser folgado com cordão na cintura. As mangas devem ser folgadas. Calcula-se que 50% ou mais do calor do corpo é perdido através da cabeça e do pescoço. Um gorro de lã propicia ótima proteção. A lã propicia melhor calor, contudo as fibras sintéticas não perdem sua eficiência quando úmidas, como a lã. Quando for usado capacete de proteção, este deverá ser dotado de forro térmico. O capuz impede que o ar quente saia de volta do pescoço e passe pelo rosto. O capuz permite respirar ar mais quente que se formou no túnel e, também, amortece o vento.
h) Luvas ou mitenes: as mitenes oferecem maior proteção que as luvas, embora a destreza dos dedos fique prejudicada. As queimaduras por metal frio podem ser impedidas por luvas de nylon ou algodão, mas estas oferecem pouca proteção térmica, novamente, a lã parece ser o material ideal;
i) máscara (gorro invanhoé): a máscara é um equipamento vital no trabalho em vento frio. Uma máscara de esquiar com abertura para os olhos propicia melhor visibilidade que as máscaras com tubo, embora ambas sejam eficientes.
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EXPOSIÇÃO AO FRIO
FISIOLOGIA DA EXPOSIÇÃO AO FRIO
Como se sabe, em baixas temperaturas o corpo humano perde calor para o ambiente baixando a temperatura da pele e das extremidades; entretanto, o mecanismo termorregular atua de maneira a manter o equilíbrio homeotérmico do corpo. Se as perdas de calor forem superiores ao calor produzido pelo metabolismo, haverá a vasoconstrição periférica na tentativa de evitar as perdas em excesso; o fluxo sanguíneo é reduzido em razão direta da queda da temperatura, buscando o equilíbrio. Se no entanto a temperatura do interior do corpo baixar de 35°C, ocorrerá uma redução das atividades fisiológicas haverá diminuição da taxa metabólica, queda da pressão arterial e conseqüentemente da freqüência do pulso, entrando na fase do “tiritar”: tremor incontrolável que busca através da atividade muscular, (contrações musculares), a produção de calor para encontrar novamente o equilíbrio. Se a produção de calor for insuficiente, a temperatura do núcleo do corpo continuará a baixar, podendo o mecanismo termorregular perder a sua capacidade, o que ocorrerá abaixo de 29°C; as células cerebrais entrarão em depressão decrescendo as atividades do sistema nervoso central, este fenômeno é denominado hipotermia e tem conseqüências graves podendo chegar ao estado de sonolência, coma e posteriormente a morte.
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